Autor de um duro manifesto sobre o momento no País, empresário Jorge Petribú se diz decepcionado com a corrupção

Por: em 23/08/17 às 07H16, atualizado em 23/08/17 às 07H46

 

Desde que publicou um duro artigo sobre a persistência dos escândalos de corrupção no Brasil, no mês de maio, o empresário Jorge Petribú passou a ser incentivado a entrar para a política. Mas, apesar de ter iniciado conversas, em busca de soluções para a crise vigente, garante que não irá encarar as urnas em 2018.

O que lhe motivou a publicar o texto intitulado "Desabafo de um trabalhador brasileiro"?
O artigo foi um desabafo, porque achei que precisávamos dar um grito de basta. Eu estava muito triste com toda aquela situação. Antes, achava que o Brasil havia aprendido com a Lava Jato, mas vi que isso não aconteceu. Houve uma decepção minha. Foi muito forte. Quis publicar aquele texto para mostrar que nem todo mundo concordava com aquilo. Muitos empresários de bem, profissionais liberais e operários não participam disso e estão sofrendo com tudo isso. Por outro lado, alguns agem como se nada estivesse acontecendo. 

Aquela atitude gerou especulações em torno das suas pretensões políticas?
Aquilo agregou muita gente. Fui procurado por muitos empresários e profissionais liberais. Passei a ser incentivado a montar uma ampla frente contra isso tudo. Quero participar como brasileiro, mas não como político. Não tenho nenhuma pretensão política, porque trabalho em uma empresa que atua em um setor que desde o governo Dilma vem sofrendo muito.

Como poderia, desta forma, dar a sua contribuição?
Fui procurado por partidos e lideranças e comecei a criar um movimento com amigos e pessoas próximas. Posso dar minha contribuição, pela experiência que tenho. Muitas vezes, o político de carreira, que não vem do ramo empresarial, não sabe as dificuldades que a gente enfrenta. No entanto, tenho uma empresa que foi machucada durante anos. Então preciso que ela se recupere. Ela precisada minha presença, pois tenho compromisso com os funcionários. Se estivéssemos em um momento mais tranquilo, não teria problema de me desligar da empresa para me dedicar à política. Mas este ainda não é o caso. Estou apto a contribuir como puder. Um dia, quando estivermos em outra situação, pode ser que eu pense em dar este passo.

Como avalia a atuação do governo Michel Temer?
Aquela história da JBS foi como um balde de água fria, apesar de termos bons ministros pernambucanos. Mendonça Filho (Educação) pegou um ministério difícil e conseguiu dar a marca dele, organizar. Acho que Temer conseguiu escolher bons ministros, como Bruno Araújo (Cidades). Fernando Filho (Minas e Energia) também se mostrou bem competente e tem surpreendido muito, inclusive com suas iniciativas para privatização de alguns setores importantes, em um momento de crise como este. Tem muita gente bem intencionada e a gente tem que se unir a elas.

Acha possível a relação saudável entre o setor público e o privado?
Sei que muitas vezes você é vítima do excesso de burocracia e, por isso, não são poucas as oportunidades para se corromper. Mas se temos uma pena severa para quem corrompe, isso serve de exemplo. Senão, a prática termina se banalizando. Se houvesse uma lei mais dura contra a corrupção, estaríamos em outro patamar. Se o Governo Federal quiser cuidar da educação, podemos mudar esta realidade, a longo prazo. Este é o principal investimento que deve ser feito para mudar esta cultura sistêmica. As máquinas públicas também possuem muitos cargos comissionados, que são usados para acomodar indicações políticas. Isso tem que ser revisto imediatamente, pois termina incentivando essa relação de interesse e o cuidado com o público fica em segundo plano.

 

Fonte: Folha PE

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Com decisão, deputados analisarão ponto a ponto o parecer de Vicente Cândido, que prevê 'distritão' para 2018 e fundo para bancar campanhas com dinheiro público, entre outros pontos.

plenário da Câmara dos Deputados decidiu nesta quarta-feira (23) fatiar a votação da Proposta de Emenda à Constituição que prevê mudanças no sistema político e eleitoral, a PEC da reforma política.

Com a decisão, os deputados passarão a analisar ponto a ponto o parecer de Vicente Cândido (PT-SP), aprovado pela comissão especial da Câmara.

Entre outros itens, o relatório prevê o "distritão" para as eleições de 2018 e de 2020, além da criação de um fundo para bancar campanhas eleitorais com dinheiro público.

O fatiamento da votação foi a estratégia utilizada pelos deputados para conseguir colocar a proposta em votação. O plenário tentou duas vezes votar a reforma política, mas, por falta de consenso, a análise da PEC foi adiada.

O texto em discussão trata de pontos polêmicos sobre os quais não há acordo e a maioria dos partidos passou a avaliar que fazer a discussão item por item pode facilitar a aprovação de alguns dos pontos.

O receio de parlamentares, inclusive do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), era que, se o texto fosse colocado em votação por inteiro, poderia ser rejeitado.

 

Sequência da votação

 

Pelo fatiamento aprovado pelo plenário, por 241 votos a 209, ficou decidido que o primeiro item a ser analisado será o percentual do fundo eleitoral a ser criado.

O parecer do deputado Vicente Cândido (PT-SP) estabelece que o valor do fundo corresponderá a 0,5% da receita corrente líquida no período de 12 meses. Em 2018, o montante ficaria em R$ 3,6 bilhões.

A medida, no entanto, foi criticada pela opinião pública e a definição do percentual perdeu apoio dos deputados. A ideia dos deputados é aprovar um destaque, determinando que o valor será definido pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso.

Em seguida, será votado o sistema distrital misto para as eleições de 2002 e a adoção do modelo "distritão" para 2018 e 2020.

Só depois de decidido isso é que os deputados vão analisar a criação do fundo eleitoral.

 

Fonte: Internet Globo.com

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Vicente Cândido incluiu os partidos políticos no mesmo rol de instituições filantrópicas para dar a autorização. Objetivo é garantir recursos para custeio das legendas e das campanhas.

O relator da comissão que discute propostas de reforma política na Câmara, deputado Vicente Cândido (PT-SP), incluiu em seu parecer a possibilidade de que partidos políticos arrecadem recursos com bingos e sorteios.

Diante da impossibilidade de financiamento de campanhas por empresas privadas, proibido desde 2015, os parlamentares negociam novos modelos para as eleições.

Em discussão, está a criação de um fundo com recursos públicos para bancar campanhas, além da regulamentação das doações de pessoas físicas.

Em uma nova alternativa, incluída no relatório que pode ser votado em comissão especial da Câmara nesta semana, Cândido inseriu os jogos como uma forma de arrecadação de fundos para os partidos.

Uma lei de 1971 autoriza instituições de utilidade pública que se dediquem a atividades filantrópicas a distribuir prêmios mediante a sorteios, vale-brinde, concursos ou operações semelhantes. Agora, a proposta é que partidos políticos sejam incluídos na mesma regra.

Cândido ainda inseriu o bingo nas possibilidades previstas, o que atualmente não consta na lei de 1971.

Pela redação do artigo, os recursos obtidos com os jogos serão usados para o “custeio de suas finalidades partidárias e eleitorais”.

Em entrevista, o relator argumentou que o objetivo da proposta não é criar uma loteria organizada nacionalmente para os partidos, mas sim permitir ações mais “paroquiais”, como rifas de automóveis, por exemplo.

“É para ajudar a pagar dívida, ajudar a arrumar alternativa de receita, que hoje já existe, mas, na atual conjuntura, tudo isso vira caixa dois”, disse.

Para ter validade, após passar pela comissão, o projeto ainda precisa ser aprovado na Câmara e no Senado e, depois, sancionado pelo presidente Michel Temer.

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Gilmar Mendes e Rodrigo Maia estão entre os convidados do ‘Fórum Estadão – A reforma política em debate’; evento terá transmissão ao vivo

Estado promove nesta segunda-feira o “Fórum Estadão – A reforma política em debate” com o objetivo de discutir o projeto em tramitação no Congresso Nacional. O evento vai analisar os caminhos do sistema político brasileiro e as alternativas que estão sendo propostas para as eleições do ano que vem

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), parlamentares e cientistas políticos participam dos debates no auditório do jornal, na zona norte de São Paulo.

 

As inscrições para o fórum já estão encerradas. O evento terá cobertura especial no portal estadão.com.br a partir das 8h com reportagens, entrevistas e a transmissão ao vivo do debate.

 

O diretor de jornalismo do Estado, João Caminoto, e o cientista político Luiz Felipe D’Avila, do Centro de Liderança Pública, abrem o evento e apresentam o primeiro convidado: Gilmar Mendes, que defende o início da discussão do parlamentarismo após a aprovação da reforma política.

Entre os principais e mais polêmicos pontos em discussão na Câmara para as eleições de 2018 estão a adoção do distritão – modelo que transforma as eleições proporcionais em majoritárias nos Estados e municípios, que passam a ser considerados distritos – e a criação de um fundo público bilionário para bancar as campanhas.

O primeiro painel do evento tem como tema “A Reforma no Congresso”. Entre os debatedores estão o deputado Vicente Cândido (PT-SP), relator da PEC 77/03, o senador Ricardo Ferraço (PSDB- ES) e o deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES).

O segundo painel vai tratar da reforma política e a representação da vontade popular, com a participação dos cientistas políticos Claudio Couto (FGV-SP) e Rafael Cortez (Consultoria Tendências), o presidente da Analítica Consultoria, Orjan Olsen, e o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos. Os painéis serão mediados pelo editor executivo do Estado Alberto Bombig.

As discussões serão encerradas por Rodrigo Maia, que nos debates da reforma tem atuado como interlocutor entre Congresso, Executivo e Judiciário.

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Proposta prevê 'distritão' para 2018 e 2020 e criação de fundo com dinheiro público para bancar campanhas eleitorais. Discussão durou 1h20min, mas sessão foi encerrada sem votação.

 

A Câmara dos Deputados iniciou nesta quarta-feira (16) a discussão sobre a proposta de reforma política, mas, uma hora e 20 minutos depois, a sessão foi encerrada e a votação, adiada.

Segundo o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), havia o risco de não ter quórum suficiente para aprovar as medidas e, por isso, ele decidiu adiar a votação para a próxima terça (22).

"Tinha 430 [deputados], não tem como ter garantia de que vai ganhar nada. Tem que ter quórum, tem que ter 470 para votar uma matéria dessa. A decisão foi minha [de adiar]. Achei baixo [o quórum]", disse Maia ao deixar o plenário.

"Achei melhor encerrar e deixar para a próxima semana. Até é bom porque a gente ganha um tempo para continuar debatendo os temas que estão se construindo", acrescentou.

 

Questionado se faltou consenso, Maia respondeu. "Esse debate sobre reforma política gera muitas emoções. Estamos chegando ao ponto de que daqui vai se chegar ao ponto de dizer que o sistema atual, que é o responsável por grande parte da crise que vivemos, da falta de legitimidade que nós passamos, que ele é maravilhoso", ironizou.

Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), a reforma política precisa ser aprovada pelo plenário da Câmara em dois turnos e ter o apoio mínimo de 308 dos 513 deputados para, então, seguir para o Senado, onde também será submetida a duas votações.

 

Para as novas regras passarem a valer já nas eleições de 2018, precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional até 7 de outubro. Por isso, o Congresso corre contra o tempo.

 

PEC da reforma política

 

Saiba abaixo o que prevê a proposta de reforma política:

 

'Distritão'

A proposta estabelece o "distritão" para as eleições de 2018 e de 2020 na escolha de deputados federais, estaduais e vereadores.

Pelas regras atuais, os candidatos a esses cargos são eleitos no modelo proporcional com lista aberta. Somados os votos válidos nos candidatos e no partido ou coligação, é calculado o quociente eleitoral, que determinará o número de vagas a que esse partido ou coligação terá direito.

Os eleitos, nas regras vigentes, são os mais votados dentro do partido ou coligação, de acordo com o número de vagas.

Com o "distritão":

 

  • Cada estado ou município vira um distrito eleitoral;
  • São eleitos os candidatos mais votados dentro do distrito;
  • Não são levados em conta os votos para partido ou coligação.

 

Na prática, torna-se uma eleição majoritária, como já acontece na escolha de presidente da República, governador, prefeito e senador.

Os partidos críticos ao distritão argumentam que esse sistema vai encarecer as campanhas individuais e somente os candidatos mais conhecidos conseguirão se eleger, dificultando o surgimento de novos nomes na política.

 

De outro lado, defensores do modelo afirmam que ele acabará com os chamados "puxadores de votos", candidatos com votação expressiva que ampliam o quociente eleitoral do partido ou coligação e garantem vagas para outros candidatos, mesmo que esses "puxados" tenham votação inexpressiva.

O "distritão" já foi rejeitado pelo plenário da Câmara, em 2015, quando a Casa era comandada por Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

'Distritão misto'

Embora o texto que saiu da comissão trate da adoção do "distritão", há uma discussão para criar um modelo que tem sido chamado de "distritão misto", "distritão" com voto de legenda ou "semidistritão".

Pela proposta, os candidatos mais votados continuariam sendo eleitos, mas o eleitor poderia optar por votar no candidato ou apenas no partido. Os votos recebidos pela legenda seriam, então, divididos igualmente entre os candidatos daquele partido.

Fruto de uma negociação entre os partidos, a proposta é uma saída para atrair para o “distritão” partidos que são fortes como legendas, como o PT.

 

Fundo de campanha

O projeto institui o Fundo Especial de Financiamento da Democracia, mantido com recursos públicos previstos no Orçamento. O valor do fundo aprovado na comissão é de 0,5% da Receita Corrente Líquida do governo em 12 meses, o que corresponderá a cerca de R$ 3,6 bilhões em 2018.

 

Há, porém, uma emenda sobre a qual há consenso entre os partidos propondo ser eliminada a previsão de 0,5% da RCL.

Pela mudança sugerida, o valor do fundo eleitoral deve ser definido pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso no ano anterior à eleição.

Eleições de 2022

A partir de 2022, conforme o texto aprovado na comissão, será adotado o sistema "distrital misto" nas eleições para deputado federal, deputado estadual e vereador. O modelo é uma mistura dos sistemas proporcional e majoritário.

No "distrital misto", a eleição dos deputados federais, por exemplo, seria assim:

 

  • O eleitor vota duas vezes: em um candidato do distrito e em uma lista fechada de candidatos estabelecida pelos partidos;
  • Metade das vagas vai para os candidatos mais votados nos distritos;
  • A outra metade é preenchida pelos candidatos da lista partidária.

 

Vacância da Presidência

No caso de vacância da Presidência da República, será feita eleição 90 dias após a vaga aberta.

Se a vacância ocorrer no último ano do mandato presidencial, será feita eleição indireta, pelo Congresso, até 30 dias após a abertura da vaga.

A regra também valerá para governadores e prefeitos.

 

Mandato nos tribunais

O texto prevê mandato de dez anos para integrantes de tribunais superiores, como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ).

 

Atualmente, ministros de tribunais superiores e do Tribunal de Contas da União (TCU) não têm mandato, mas são obrigados a se aposentar compulsoriamente aos 75 anos.

Na prática, todos os membros do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal Militar e dos Tribunais de Contas da União, estados e municípios terão mandatos de 10 anos.

Nos casos dos outros órgãos, como Superior Tribunal de Justiça (STJ), Tribunal Superior do Trabalho (TST) e tribunais federais, a limitação valerá apenas para aqueles que forem indicados pelo Ministério Público ou que sejam representantes dos advogados.

O mandato dos membros dos tribunais eleitorais será de quatro anos, sem possibilidade de recondução. Na regra atual, eles têm mandato de dois anos, que podem ser prolongados por mais dois anos.

A regra não valerá para os atuais membros dos tribunais. Somente aqueles indicados após a possível promulgação da proposta passarão a ter o limite de mandato.

Posses

As datas das posses dos eleitos passarão a ser as seguintes:

 

  • 6 de janeiro: governadores e prefeitos;
  • 7 de janeiro: presidente da República;
  • 1º de fevereiro: deputados e vereadores.

Fonte: G1

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Na pauta, estão o financiamento público de campanhas e o voto majoritário para deputados estaduais e federais em 2018, e para vereadores em 2020

 

A comissão especial que analisa as mudanças nas regras eleitorais do País (PEC 77/03) irá se reunir novamente nesta terça-feira (15) para concluir a votação sobre as sugestões de alteração ao texto do substitutivo apresentado pelo relator da reforma política na Câmara, deputado Vicente Cândido (PT-SP). Na pauta, estão o financiamento público de campanhas e o voto majoritário para deputados estaduais e federais em 2018, e para vereadores em 2020.

 

A reunião da comissão especial está marcada para começar às 12h desta terça-feira. A proposta é o primeiro passo da reforma política que está em discussão na Câmara, e altera a Constituição. Também na manhã de hoje, outra comissão especial irá se reunir no plenário 8 da Câmara, para analisar mais um conjunto de mudanças na legislação eleitoral. 

Fundo da Democracia

Um dos principais pontos da proposta que foi aprovado pela comissão da PEC 77/03 é a criação do Fundo Especial para Financiamento da Democracia. Pelo texto, o fundo contará com 0,5% da Receita Corrente Líquida da União nos 12 meses encerrados em junho último, o equivalente a R$ 3,6 bilhões.

 

O ‘distritão’ e outras mudanças

 

Os membros da comissão aprovaram na última semana o texto-base do relator petista, contudo, houve inclusão na proposta do voto majoritário, conhecido como ‘distritão’, pelo qual ganha o candidato que receber mais votos. O novo modelo já começaria a valer em 2018 e 2020, como uma transição para a adoção do voto distrital misto em 2022.

 

Leia também: Comissão da Câmara aprova 'distritão', sistema que favorece reeleição, para 2018 

 

Nesse sistema distrital misto, cada eleitor vota duas vezes. Assim, metade das vagas é ocupada pelos eleitos por meio de listas fechadas, elaboradas previamente pelos partidos, e a outra metade é definida pelo voto majoritário em distritos menores que os atuais estados. 

No ‘distritão’, deputados federais, estaduais, distritais e vereadores, que antes eram eleitos de maneira proporcional, considerando os partidos e as coligações, passam a serem escolhidos pelo número absoluto de votos, da mesma forma que são eleitos os prefeitos, governadores e presidentes da República.

 

O relator havia proposto a manutenção do sistema atual para 2018 e 2020 e, somente a partir de 2022, aconteceria a adoção do voto distrital. Mas, como visto, a sugestão foi rejeitada pela maioria dos deputados da comissão.

Candido lamentou algumas das mudanças em seu parecer. “Acho muito ruim votar só o fundo e não fazer mudanças significativas”, defendeu. Sugestões dele, como o fim dos vices (prefeitos, governadores e presidente) e dos suplentes de senador, foram rejeitadas pela comissão especial. “Estamos perdendo a oportunidade. Numa crise profunda, a gente precisa ousar, mudar, oxigenar a política, trazer os cidadãos para a política. Espero que, daqui até o plenário, meus pares reflitam e façam as mudanças que o País precisa”, disse.

 

Leia também: Governador do RN é alvo de operação da Polícia Federal deflagrada nesta terça 

 

Concluída a votação na comissão especial, a proposta deve seguir para plenário. Como se trata de emenda à Constituição, para ser aprovada precisa de pelo menos 308 votos do total de 513 deputados. 

Tramitação

Concluída a votação na comissão especial, no prazo de duas sessões do plenário, a proposta poderá ser incluída na Ordem do Dia. Por ser uma proposta de emenda à Constituição (PEC), o texto deve ser aprovado em dois turnos nos plenários da Câmara e no Senado, por no mínimo 308 deputados e 49 senadores, respectivamente. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, já informou que quer votar a proposta ainda em agosto. A pressa para concluir a votação, tanto na Câmara, como no Senado, até o fim de setembro, é para que as regras da reforma política já comecem a valer nas eleições do ano que vem.

 *Com informações da Agência Câmara e Agência Brasil

 

 

Fonte: Último Segundo - iG @ http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2017-08-15/pec-camara-votacao-reforma-politica.html

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juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, afirmou na manhã desta terça-feira (15), em São Paulo, que a reforma política "como está sendo pensada não é uma verdadeira reforma política".

Moro falou sobre a importância do Supremo Tribunal Federal (STF) ter aprovado a ação direta de constitucionalidade que proibiu a doação de empresas para campanhas eleitorais. O juiz afirmou que tem simpatia ao financiamento público, mas não exclusivo, e se mostrou preocupado com a renovação dos mandatos.

 

“Há uma tendência de quem está dentro do sistema, quem tem um cargo político, queira continuar dentro e queria deixar fora quem está fora, então, um financiamento público, por bem intencionado que seja, tem que ser muito bem pensado para evitar esse tipo de problema. Essa decisão foi extremamente importante do STF, porque o sistema anterior realmente não era adequado, mas acho – e aqui vai uma crítica, com todo respeito ao Parlamento – que essa reforma política como está sendo pensada, não é uma verdadeira reforma política, tem que ser pensada de maneira diferente para se enfrentar esse problema”, disse.

 

O magistrado finalizou seu discurso “lamentando” que ações de combate à corrupção tenham quase sido exclusivamente da Justiça criminal. “Penso que nossos representantes eleitos deveriam despertar uma maneira mais incisiva nesse tema da corrupção”, afirmou.

 

PEC da reforma política

 

A comissão especial da Câmara que analisa uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) relacionada à reforma política concluiu, nesta terça-feira, a votação do relatório que estabelece o "distritão" para as eleições de 2018 e cria um fundo para bancar as campanhas com dinheiro público.

Na semana passada, os deputados quase terminaram a votação do projeto, mas a sessão foi adiada após a oposição esvaziar a reunião. Ficou para esta terça a votação de dois destaques, sugestões de mudanças à redação original da proposta.

Agora, o projeto seguirá para análise do plenário da Câmara, onde será submetido a duas votações e, para ser votado no Senado, precisará do apoio mínimo de 308 dos 513 deputados.

 

Presidência

 

Moro descartou, mais uma vez, sua candidatura à Presidência da República nas eleições de 2018. "Penso que é preciso ter um certo perfil e sinceramente não me vejo com esse perfil", afirmou.

 

"Já disse mais de uma vez e reitero quantas vezes forem necessárias que não sou e não serei candidato."

 

 

Foro privilegiado

 

O juiz Moro também falou sobre a questão do foro privilegiado. Segundo ele, "tem presente a necessidade da redução do rol de pessoas que tem direito a esse privilégio".

Para ele, ocupar o STF com casos criminais é uma "distorção do papel" da Suprema Corte. "Os tribunais superiores não estão preparados, estruturados, para esse tipo de processo. Eles estão estruturados principalmente para decidir questões jurídicas e, no caso do STF, processos de revisão de constitucionalidade", justificou.

De acordo com o magistrado, o foro privilegiado ainda traz consigo outro problema: "Via de regra, esses processos são conduzidos muito lentamente, o que pode levar a uma percepção ou um efeito prático de impunidade por não serem julgados ao seu tempo".

"Acima de tudo existe a questão da igualdade. Democracia pressupõe que todas as pessoas são livres e iguais. E esse tratamento diferenciado para pessoas que têm mais poder me parece um pouco inconsistente", completou o juiz.

 

Polícia Federal

 

Moro ainda defendeu, durante o evento, que o efetivo da Polícia Federal seja reforçado. Segundo ele, as contratações são "um investimento barato", já que grandes montantes são restituídos aos cofres públicos a partir do trabalho dos agentes.

"Eu entendo realmente que era apropriado um aumento de efetivo. Não no sentido de que há uma intenção deliberada de enfraquecer a operação, mas eu acho que não é o momento de vacilações. É preciso investir pra chegar com esse caso até o final. Valeria a pena ter um efetivo maior da Polícia Federal", afirmou.

O presidente da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal, Carlos Eduardo Sobral, "ficou feliz com as palavras" de Moro.

"O reconhecimento da importância de investimento na Polícia Federal. Nós temos um cenário de escassez de recursos. O orçamento vem diminuindo ano após ano, o que dificulta inclusive a abertura de novas unidades e a continuidade de operações policiais".

"Evidentemente isso atrapalha. Nós somos obrigados a priorizar operações que já estão em andamento. Poderíamos começar várias outras. Várias outras Lava Jato, Zelotes, Acrônimo, e não conseguimosm porque somos obrigados a canalizar os recursos para as que estão em andamento e isso gera um prejuízo a longo prazo que é importante já revertermos desde agora".

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