Com direito a mais um apagão no Pacaembu, a folclórica "lei do ex" e um gol nos minutos finais, Corinthians e Santos fizeram uma grande partida e empataram por 1 a 1, neste domingo à noite, pelo Campeonato Paulista. O resultado foi justo, mas acabou deixando um gosto amargo para os corintianos, que venciam a partida até os 41 minutos. Entretanto, os jogadores do times da casa lutaram até o fim de conseguiram evitar a derrota.

 

O retrospecto de Fábio Carille em clássicos desde que assumiu o clube se mantém muito bom, apesar do empate. Foram 14 jogos, sendo nove vitórias, quatro empates e apenas uma derrota. Já o Santos consegue respirar um pouco mais aliviado após perder para o Real Garcilaso, em sua estreia na Libertadores.

 

O gol corintiano saiu justamente do volante Renê Júnior. No futebol, dentre tantas leis e regras que não existem explicações lógicas, uma delas é que existe uma tal "lei do ex" em que um jogador, quando enfrenta um clube que defendeu, sempre vai marcar um gol. Evidentemente, essa folclórica regra não se aplica na maioria das vezes, mas, neste domingo, aconteceu. Renê Júnior passou pelo Santos em 2013 sem deixar muitas saudades e, quando saiu do clube, deu entrevistas na época admitindo que ia embora triste, por ter sido um dos responsabilizados pela temporada ruim do clube.

 

Foi um clássico bem diferente no Pacaembu, principalmente para os corintianos, que por tantos anos chamaram o estádio municipal de sua casa e, mesmo com a chegada da sua arena, ainda mantêm um carinho pelo local onde tantas alegrias tiveram. Neste domingo, o "dono da casa" foi o visitante diante de quem espera fazer com que a cada dia o tradicional palco do futebol paulista se torne a sua segunda casa. Os santistas presentes fizeram muito barulho e apoiaram a equipe até o fim, mas isso não adiantou diante de um rival que parece não se abalar ao enfrentar seus maiores adversários.

 

Jair Ventura resolveu promover duas importantes mexidas no time que deveriam surpreender o Corinthians, mas elas não surtiram o efeito esperado. Ele colocou o Léo Citadini no lugar do experiente Renato, que não vinha bem nos últimos jogos. Mas o garoto parece ter sentido a importância do jogo. Outra alteração foi a entrada do novo candidato a estrela do clube, o menino Rodrygo, de apenas 17 anos, na vaga de Gabriel Barbosa, suspenso.

 

As duas equipes iniciaram o jogo ligadas nos 220 volts, nem pareciam que haviam jogado no meio da semana pela Libertadores e que tiveram que encarar os efeitos da altitude nestes confrontos. O ímpeto, entretanto, durou cerca de 15 minutos, quando os times passaram a deixar mais clara suas propostas para superar o rival.

 

O Corinthians, no primeiro tempo, voltou a demonstrar aquele estilo, até certo ponto, traiçoeiro. A equipe de Fábio Carille parecia recuada, com receio de ser pressionada pelo adversário, mas, quando percebia que os santistas tinham dificuldades para sair do campo de defesa, sufocava a marcação e foi assim que quase abriu o placar em pelo menos duas boas oportunidades, antes de conseguir, de fato, balançar as redes. No segundo tempo, o time caiu de rendimento e não conseguiu superar a pressão do rival.

 

O curioso é que o gol saiu justamente de um lance que se desenhava como despretensioso. Aos 20, o volante Renê Júnior arriscou de fora da área um chute forte, mas que parecia ser de fácil defesa para um goleiro do nível de Vanderlei. Entretanto, no meio do caminho, a bola desviou em Léo Citadini, afundando ainda mais a péssima atuação do garoto e consagrando o volante corintiano contra seu ex-time, de onde saiu sem deixar saudades.

 

Foi após o gol que o Santos percebeu que tentar chegar ao gol de Cássio pelo toque de bola e com Vecchio armando o jogo, seria algo difícil. Assim, passou a apostar nos lançamentos para Copete, Rodrygo e Sasha, que pegavam a bola nas pontas e cruzava para a área, mesmo sem ter ninguém para concluir, facilitando a vida dos corintianos.

 

Quando a bola caía nos pés do time visitante, o ritmo de jogo era outro. Rodriguinho e Jadson parecem cada dia mais entrosados e criaram diversas boas jogadas, através de tabelas e achando Clayson pelas beiradas, que chegou com liberdade nas costas de Daniel Guedes.

 

No segundo tempo, Jair Ventura tirou Copete e colocou Arthur Gomes, dando uma nova dinâmica ao time. O volume de jogo do Santos cresceu, os novos "donos da casa" pressionaram na busca pelo empate e tiveram boas oportunidades com Alison e Vecchio, mas não conseguiram superar Cássio. Com o passar do tempo e as mudanças nos dois times, o jogo voltou a ser mais equilibrado e o relógio passou a jogar contra os ansiosos santistas.

 

Até que, aos 21 minutos, as luzes do Pacaembu se apagaram, repetindo o que vem se tornando uma rotina em jogos no estádio municipal. Já foram oito partidas só neste ano. Coincidentemente, o prefeito de São Paulo, João Doria, estava no local para acompanhar o clássico, já que é torcedor santista. Segundo informação da Prefeitura, um problema envolvendo a caixa primária de luz do estádio fez com que a eletricidade não chegasse aos refletores.

 

Após 48 minutos, o jogo foi reiniciado e Santos voltou parecendo estar com o fôlego renovado e passou a pressionar mais ainda, mas sem conseguir finalizar com qualidade. Ansiosos, os jovens santistas erravam o último passe antes da finalização e faziam com que o sufoco não tivesse um resultado esperado. Pelo contrário, o Corinthians foi quem teve uma grande oportunidade com Jadson, que tirou de Vanderlei e bateu firme, mas Daniel Guedes salvou em cima da linha. Em seguida, Rodriguinho pegou rebote de escanteio, encheu o pé e Vanderlei praticar uma grande defesa, para evitar o segundo gol.

 

Mas os minutos finais reservaram emoção. Aos 32 minutos, Diogo Vitor entrou no lugar de Rodrygo. Aos 41, o garoto aproveitou rebote do goleiro Cássio, encheu o pé e garantiu o empate, para a alegria dos santistas, que lotaram o Pacaembu e fizeram uma grande festa do início ao fim do jogo e foram coroados com o gol nos minutos finais. A vitória não aconteceu, mas os mandantes deixaram o estádio mais eufóricos pela forma com que o time se portou diante dos corintianos.

 

FICHA TÉCNICA

 

SANTOS 1 X 1 CORINTHIANS

 

SANTOS - Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota; Alison, Léo Citadini e Vecchio (Vitor Bueno); Copete (Arthur Gomes), Eduardo Sasha e Rodrygo (Diogo Vitor). Técnico: Jair Ventura.

 

CORINTHIANS - Cássio; Fagner, Balbuena, Henrique e Maycon; Gabriel, Renê Júnior, Rodriguinho, Jadson (Emerson) e Clayson (Júnior Dutra); Romero. Técnico: Fábio Carille.

 

GOLS - Renê Júnior, aos 20 minutos do primeiro tempo; Diogo Vitor, aos 41 do segundo.

 

CARTÕES AMARELOS - Clayson, David Braz, Gabriel, Vecchio e Balbuena.

 

PÚBLICO - 34.448 pagantes (37.431 presentes).

 

RENDA - R$ 1.052.220,00.

 

ÁRBITRO - Luiz Flávio de Oliveira.

 

LOCAL - Estádio do Pacaembu, em São Paulo.

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Treinador conta com compreensão dos torcedores, que reclamaram em substituição

 

O técnico do Palmeiras, Roger Machado, viu sua equipe alcançar neste domingo a quinta vitória em cinco jogos na temporada. Desta vez, a vítima foi o Santos, no primeiro clássico do ano: 2 a 1 na arena. O comandante alviverde elogiou o rendimento da equipe – que buscou os três pontos com gols de Antônio Carlos e Borja.

– Passamos com bastante propriedade, mesmo tendo um adversário bastante forte do outro lado – disse o técnico.

 

Mas Roger também teve momentos de incômodo. Ele não gostou de ver murmúrios da torcida em momentos de substituição – por exemplo, na entrada de Bruno Henrique no lugar de Tchê Tchê. E fez um pedido aos torcedores: que tentem evitar isso.

– Vai um pedido ao torcedor. Quando chamei o Bruno (Henrique) para entrar, essa energia, de esperar que entre outro jogador, atrapalha um pouco nosso jogador. Preciso que o torcedor abrace todos nossos jogadores. É um ano novo. Os atletas estão muito motivados para dar muita alegria ao torcedor.

 

O técnico aproveitou para celebrar o gol marcado por Borja, que tem sua condição de titular contestada.

- Nesta semana, fui muito questionado em função disso, se ele merecia ou não permanecer em campo. A gente apostou na permanência dele, e ele fez um belo jogo coletivamente e definiu com um gol. Sem dúvida, isso gera confiança, otimismo. A tendência é de que entre mais leve, mais solto, e todo mundo ganha com isso. Fiquei fez com o gol do Miguel (Borja). Não foi à toa que todos os atletas foram abraçá-lo. Eles sabem do esforço que ele está fazendo para justificar o investimento na contratação dele.

 

Expectativa para o primeiro clássico

– O clássico tem vários elementos. Externei para os atletas que também tinha muita curiosidade.

Disputa tática

– A questão da força é diferente da estratégia. Ao marcar alto e conseguir seu gol, você muda a estratégia e oferece um pouco mais de campo para aproveitar os contra-ataques. Tivemos um pouco de dificuldade em encaixar a marcação no campo do Santos porque nosso tripé de meio estava afundando quando o Renato entrava na linha. Faltava uma das asas para a gente pressionar o adversário. Em alguns momentos, o Borja ficou sozinho, e fica difícil pressionar. (...) A gente conseguiu entrar mais no campo, pressionou, criou oportunidades. O Santos tinha uma boa metida de bola para o Copete. Era importante a gente estar preparado para quando essa bola viajasse pelo alto e disputar a primeira ou a segunda bola. A estratégia do jogo se molda com o que o adversário oferece.

Formar um time titular

– Também quero trabalhar jogo a jogo. Nesse momento, os jogadores que estão entrando em campo são os que começaram hoje. Se no ano passado não se conseguia identificar (um time titular), agora é importante ter uma base. Se não acontecerem as coisas, serei cobrado. Permiti ter um entrosamento com 11 e repeti-los, mas entendo que há muitos profissionais brigando por uma vaga e é preciso manter esses profissionais motivados, com possibilidade de entrar em campo. A gente vai em cima da navalha, dando ritmo de jogo e possibilitando oportunidade a quem não pode entrar.

 

Superioridade do elenco palmeirense

– Ter um elenco de qualidade não vai te dar 50% a mais de possibilidade. Vai te dar vantagem competitiva de ter um elenco recheado de bons talentos. Isso não passa de 10%. O que dá vantagem é ter um time competitivo e com variação dentro do próprio jogo. Não espere que vamos golear em todos os jogos. Vamos fazer a diferença com jogadores de qualidade e manter ou elevar o nível de acordo com a necessidade do jogo.

Possibilidade de variar o time titular

– Hoje, o campeonato não tem nada definido. Acumulamos uma gordura que se não continuarmos no ascendente, podemos perder. Não gosto da palavra teste. É importante manter todo meu grupo motivado, oportunizando momento que eles entrem em campo. Tudo é possível. É importante também dar sequência que gera entrosamento.

 

 

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Mesmo com a vitória, ainda percebe-se que o Borja precisa fazer mais pois teve várias oportunidades e ainda não está afinado com o gol e seus companheiros de equipe no palmeira estão dando todo o apoio necessário, mesmo com a superioridade em campo o time do Palmeiras parecia um pouco lento em vista de um Santos acoado e sem grandes chances de ir à frente para fazer gol.

 

Fonte: globo.com

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A quarta-feira (16) de futebol pelo Brasil promete muito, principalmente pelos dois jogos de ida das semifinais da Copa do Brasil, que terão seu pontapé inicial. A grande expectativa para as partidas está no banco de reservas, com direito à um estreante, uma promessa e até a um duelo caseiro.

Começamos pelo confronto carioca. No Estádio Nilton Santos, Botafogo e Flamengo começam a decidir uma vaga na final. De um lado estará Jair Ventura, uma promessa no universo dos treinadores, e do outro Reinaldo Rueda, um técnico consagrado e que fará sua estreia logo em um duelo tão decisivo.

Antes mesmo dos dois se encontrarem, o confronto entre eles já ganhou um tempero especial pela declaração de Jair Ventura, em entrevista à Fox Sports. O comandante polemizou ao comentar sobre a chegada de Rueda. "Parece que não temos profissionais capacitados aqui. Está tirando o lugar de outros", disse Jair. Resta saber como será esse primeiro encontro entre eles na noite desta quarta-feira.

 

Duelo caseiro em Porto Alegre

 

A outra semifinal será entre Cruzeiro e Grêmio e começará a ser disputada na Arena do Grêmio, em Porto Alegre. Neste jogo teremos um encontro de treinadores gaúchos. Do lado do time de Minas teremos Mano Menezes, enquanto que do outro lado tem Renato Gaúcho.

Apesar dos treinadores terem a mesma escola, o momento vivido por cada um não é o mesmo. Renato vive grande momento. O Grêmio é vice-líder da principal competição do País, está na semi da Copa do Brasil e nas quartas da Libertadores. E o trabalho do comandante é exaltado sempre, principalmente por implementar um toque de bola envolvente no Tricolor.

Mano está em situação oposta, mesmo com o Cruzeiro estando na semifinal da Copa do Brasil e fazendo campanha razoável no Brasileirão. O comandante tem o seu trabalho questionado e não é muito querido pelos torcedores. Quem será que leva a melhor neste confronto?

 

 

 

 

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