O prefeito em exercício, Henrique Magalhães Teixeira, acompanhou o presidente da República, Michel Temer, na manhã desta quinta-feira, 15 de fevereiro, em visita ao projeto Sírius, o novo laboratório de luz síncrotron de 4ª geração, em construção no Centro Nacional de Pesquisa em Energias e Materiais (CNPEM), em Campinas. A obra, de cerca de R$ 1,8 bilhão, representa um marco na ciência brasileira e mundial.

 

O Sírius tem uma importância mundial, que consolida Campinas nesse cenário de tecnologia, inovação e desenvolvimento. É bom para a comunidade científica, para as empresas que poderão usufruir desse equipamento e para a população, que verá, no cotidiano, os resultados concretos das pesquisas”, disse o prefeito em exercício Henrique Magalhães Teixeira.

 

Também estiveram presentes na visita o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab; o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin; o diretor-geral do CNPEM, Rogério Cezar Cerqueira Leite, entre outros membros e conselheiros do CNPEM.

 

O prefeito em exercício, o presidente e a comitiva reuniram-se antes da visita aos laboratórios e ouviram uma explanação do diretor-geral do CNPEM, Rogério Cezar Cerqueira Leite e do diretor científico do projeto Sírius, Harry Westfahl, que destacaram o envolvimento dos profissionais no desenvolvimento do projeto Sírius e a importância no meio científico e o impacto para a sociedade.

 

Depois, visitaram o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), que opera desde 1997, e as obras do Sírius, que será a nova fonte de luz síncrotron brasileira.

 

O projeto do Sírius é algo ímpar. Muitos laboratórios avançadíssimos ainda não alcançaram o grau deste extraordinário projeto. Estou muito entusiasmado em conhecer projetos desta natureza”, disse o presidente da República, Michel Temer.

 

O ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, afirmou que o Sírius vai consolidar ainda mais Campinas como centro de inovação e tecnologia.“Vamos dar um grande salto na ciência”, completou o governador Geraldo Alckmin.

 

As obras do Sírius foram iniciadas em dezembro de 2014 e, até agora, cerca de 80% estão concluídas.

 

O Sírius

 

Com mais de 500 metros de circunferência, o Sírius é a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil e ficará abrigada em um edifício de 68 mil metros quadrados, numa área de 150 mil metros quadrados.

 

O Sírius foi projetado nacionalmente pela equipe do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), integrante do CNPEM. O prédio está entre as obras civis mais sofisticadas já construídas no país, com exigências de estabilidade mecânica e térmica sem precedentes. Vai abrigar um acelerador de partículas de elétrons, de quarta geração, usado na análise dos diversos materiais, orgânicos e inorgânicos

 

Quando for inaugurado, o Sírius será a fonte de luz síncrotron de maior brilho do mundo em sua classe de energia. Essa radiação eletromagnética - o feixe de luz síncrotron - consegue atravessar as amostras e revelar as informações dos materiais investigados, no nível de átomos e moléculas. Para produzir a radiação síncrotron, os elétrons viajam em velocidades próximas à da luz no acelerador de partículas.

 

No segundo semestre deste ano deverá ocorrer a primeira volta dos elétrons no acelerador do Sírius ou seja: será emitido o primeiro feixe de luz síncrotron. A abertura da nova fonte de luz para pesquisadores de todo país e do mundo acontecerá um ano depois e permitirá o avanço de campos estratégicos para o Brasil, como saúde, agricultura, energia, biotecnologia, nanotecnologia, ciência dos materiais e outras.

 

Além disso, o Sírius foi projetado para ter vida útil mais longa, possibilitando que o país permaneça na liderança mundial dessa tecnologia.

 

O CNPEM

 

O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) é uma organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Compreende quatro laboratórios referências mundiais e abertos à comunidade científica e empresarial.

Publicado em Notícias RMC

Diretor-geral da PF havia se comprometido a prestar esclarecimentos nesta Quarta-feira de Cinzas sobre entrevista acerca de investigação contra Temer

 

O diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, deve se encontrar com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso na segunda-feira (19) para prestar esclarecimentos sobre suas declarações a respeito do inquérito que tem o presidente Michel Temer como alvo . A informação partiu do gabinete do ministro no Supremo e foi reportada pelo jornal O Estado de S.Paulo . 

 

Inicialmente, Fernando Segovia havia se comprometido a se explicar já nesta Quarta-feira de Cinzas (14) após ter sido intimado por Barroso. Relator do inquérito que investiga se Temer recebeu vantagem indevida da empresa Rodrimar em troca de favorecimento no chamado Decreto dos Portos, o ministro do STF considerou que a entrevista concedida pelo diretor-geral da PF à agência Reuters na sexta-feira (9) é "manifestamente imprópria e pode, em tese, caracterizar infração administrativa e até mesmo penal".

 

Na entrevista, Segovia diz que as investigações não encontraram indícios de crimes supostamente cometidos pelo presidente e indicou que recomendaria o arquivamento do inquérito. 

"Os indícios são muito frágeis, na realidade, de que haja ou que houve algum tipo de influência realmente, porque em tese o decreto não foi feito para beneficiar aquela empresa”, disse. "Se houve corrupção ou ato de corrupção, não se tem notícia do benefício. O benefício não existiu. Não se fala e não se tem notícia ainda de dinheiro de corrupção, qual foi a ordem monetária, se é que houve, até agora não apareceu absolutamente nada que desse base de ter uma corrupção”, completou o chefe da Polícia Federal.

Criticado por entidades de delegados da PF  e intimado por Barroso, Segovia divulgou nota garantindo que "em momento algum disse à imprensa que o inquérito será arquivado".

"Asseguro a todos os colegas e à sociedade que estou vigilante com a qualidade das investigações que a Polícia Federal realiza, sempre em respeito ao legado de atuações imparciais que caracterizam a PF ao longo de sua história”, escreveu o delegado.

Investigação deve ser prorrogada

O prazo para conclusão da investigação sobre o Decreto dos Portos, assinado em maio do ano passado pelo presidente Temer, encerra-se na terça-feira da semana que vem (20). Mas ainda há diligências pendentes – como a tomada dos depoimentos de Joesley Batista e Ricardo Saud, executivos do grupo J&F – o que deve levar os delegados da PF a pedirem mais tempo . Segovia disse, ainda na entrevista à Reuters , que a investigação deve ser concluída em até três meses.

A falta de provas no âmbito dessa investigação esbarra na preservação dos sigilos fiscal e bancário do presidente Temer. Essa diligência foi recomendada por peritos da Polícia Federal , mas não foi solicitada nem por Fernando Segovia e nem pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge. A chefe da PGR optou por pedir outros procedimentos, como a obtenção dos registro de doações eleitorais feitas pela Rodrimar ao presidente ou à direção do MDB.

 

Fonte: Último Segundo - iG @ http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2018-02-14/fernando-segovia-stf.html

Publicado em Política

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), intimou o diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, a explicar declarações dadas em entrevista sobre investigaçãosobre o presidente Michel Temer.

Em entrevista à agência Reuters, Segovia disse que a tendência na PF é recomendar o arquivamento da investigação, na qual Temer é suspeito de beneficiar a empresa Rodrimar em um decreto que renovou concessões no Porto de Santos.

 

Entenda:

 

 

 

À TV Globo, Segovia disse, por telefone, que vai comparecer ao gabinete do minstro Barroso, levando a transcrição da entrevista à Reuters, e vai dizer que suas declarações foram mal interpretadas pela imprensa.

Ele disse que não tem, nem teve, a intenção de interferir na investigação ou no trabalho do delegado. Em carta a servidores da PF, Segovia negou ter dito que o inquérito será arquivado e disse que a equipe responsável pelo caso tem "toda a autonomia e isenção".

Para Barroso, no entanto, a conduta de Segovia na entrevista “é manifestamente imprópria e pode, em tese, caracterizar infração administrativa e até mesmo penal”.

O ministro entendeu que na entrevista o diretor da PF ameaçou o delegado responsável pelo caso, “que deve ter autonomia para desenvolver o seu trabalho com isenção e livre de pressões”.

Considerou também que a investigação ainda tem diversas diligências pendentes, “razão pela qual não devem ser objeto de comentários públicos” e que, como relator do caso, ainda não recebeu relatório final” do delegado Cleyber Malta Lopes nem parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que conduz a investigação.

 

Barroso determinou, na intimação, que, além de prestar esclarecimentos, Segovia deverá se abster de novas manifestações sobre o caso.

 

Delegados reagem

 

Delegados do grupo de inquéritos da Lava Jato reagiram à fala de Segovia. Em troca de mensagens em grupo de whatsapp, investigadores disseram que as declarações de Segovia são manifestação pessoal e de responsabilidade dele.

A mensagem diz, ainda, que ninguém da equipe de investigação foi consultado ou referendou essa manifestação.

"Ninguém da equipe de investigação foi consultado ou referenda essa manifestação, inclusive pelo fato de que em três de anos de Lava Jato no STF nunca houve uma antecipação ou presunção de resultado de investigação pela imprensa", diz a mensagem.

 

 

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Presidente assinou decreto, que deverá ser publicado nesta quarta no 'Diário Oficial. Autoridades só poderão viajar de classe econômica ou terão de pagar diferença com recursos próprios.

 

O presidente Michel Temer assinou nesta terça-feira (6) decreto determinando que integrantes do governo federal, incluindo os ministros, só poderão viajar com passagens aéreas da classe econômica, tanto no Brasil quanto no exterior.


A TV Globo apurou que o decreto deve ser publicado na edição desta quarta (7) do "Diário Oficial da União".

Pela proposta, as autoridades que quiserem viajar de classe executiva ou primeira classe terão de pagar a diferença com recursos próprios.

Ao aprovar a Lei Orçamentária de 2018, o Congresso permitiu que algumas autoridades viajassem de classe executiva ou primeira classe. Diante da crise fiscal, e do ajuste promovido pela equipe econômica, Temer vetou essa regra.

Antes do veto, a lei previa que presidente e vice-presidente da República, presidentes do Senado, da Câmara, do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal de Contas da União, assim como o Procurador-Geral da República, o Defensor Público-Geral Federal, ministros de Estado e Comandantes das Forças Armadas teriam direito de adquirir passagens na primeira classe ou na executiva.

A possibilidade se estendia ainda para autoridades com 65 anos ou mais, com deficiência física e aos que realizassem viagens com trechos de duração superior a oito horas.

 

Com o decreto de Temer, essa previsão não existe mais e, assim, as autoridades terão de viajar com passagens aéreas da classe econômica.

Publicado em Política

O senador José Pimentel (PT-CE) criticou o veto presidencial ao projeto que estendia o Refis para as micro e pequenas empresas, alertando que a medida agrava a informalidade e aumenta o desemprego. Segundo o senador, a falta de oportunidade de parcelar os impostos em atraso dos empreendimentos de menor porte contribuiu para o cancelamento de mais de um milhão de cadastros de pessoas jurídicas.

Pimentel acrescentou que mais de 600 mil micro e pequenas empresas estão inadimplentes com a Receita Federal e poderão ser excluídas do Simples Nacional, cada uma empregando em média quatro trabalhadores.

- Estamos falando aqui em dois milhões de empregos formais, emprego de verdade, que deverá ser cancelado com esse processo da expulsão das micro e pequenas empresas - afirmou o senador.

Atribuindo ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a legislação de apoio aos pequenos empreendedores, José Pimentel avalia que o governo atual não tem compromisso com o Brasil e beneficiou os maiores devedores do Fisco concedendo perdão às dívidas bilionárias de grandes empresas.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Publicado em Economia

O aumento em 0,5% da gasolina e em 0,6% do diesel vale a partir desta terça-feira

 

A Petrobras reajustou os preços da gasolina para as distribuidoras em 0,5% e do diesel em 0,6%. O aumento vale a partir desta terça-feira. Esta foi a terceira correção neste mês. A que entrou em vigor no sábado teve os mesmos percentuais, e a que passou a valer na sexta-feira, ficou em 0,8% para a gasolina.

Na véspera, para o dia 1º, a estatal tinha anunciado reduções nos preços dos dois produtos. A queda para a gasolina ficou em 1,5% e no diesel em 1,4%.

 

De acordo com a companhia, a política de preços para a gasolina e para o diesel vendidos nas suas refinarias às distribuidoras tem como base o preço de paridade de importação, "que representa a alternativa de suprimento oferecido pelos nossos principais concorrentes para o mercado, na importação do produto".

Somado a isso, a empresa informa na sua página que é avaliada a margem que considera “os riscos inerentes à atividade de importação, como volatilidade da taxa de câmbio e dos preços”.

Ainda na sua página na internet, a Petrobras informa que, em busca de convergência no curto prazo com a paridade do mercado internacional, analisa a sua participação no mercado interno e avalia frequentemente se haverá manutenção, redução ou aumento nos preços praticados nas refinarias. “Sendo assim, os ajustes nos preços podem ser realizados a qualquer momento, inclusive diariamente”, apontou.

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Segunda, 05 Fevereiro 2018 02:41

Aliados tentam reunir Alckmin e Temer

Interlocutores querem reaproximar o governador tucano do presidente e abrir a discussão sobre possível acerto eleitoral entre PSDB e MDB

 

Amigos em comum do presidente Michel Temer e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, querem promover um encontro entre os dois para verificar se é possível algum tipo de acerto do MDB com o PSDB na campanha eleitoral. Aliados do Palácio do Planalto estão preocupados com o mau desempenho das candidaturas de centro e têm cada vez mais receio do lançamento de outsiders na política, como o apresentador de TV Luciano Huck.

 

O Planalto se surpreendeu com a estagnação de Alckmin na pesquisa do Datafolha, feita após a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Tribunal Regional Eleitoral da 4.ª Região a 12 anos e 1 mês de prisão. Pré-candidato do PSDB à Presidência, Alckmin tem de 6% a 11% das preferências nas pesquisas de intenção de voto.

 

O problema é que a expectativa de crescimento de outros postulantes de partidos da base aliada, como o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), continua muito baixa. Além disso, a persistente impopularidade de Temer dificulta o seu desejo de concorrer a um novo mandato.

Pesquisas que chegaram ao Planalto associam a fragilidade de Alckmin até mesmo aos escândalos protagonizados pelo senador Aécio Neves (MG), ex-presidente do PSDB. Na mira da Lava Jato, Aécio chegou a ser afastado do mandato, no ano passado, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o Judiciário pode afastar parlamentar, mas a decisão passa pelo crivo do Legislativo. O Senado acabou devolvendo o mandato para Aécio. O governador paulista também é alvo de investigações.

No Palácio dos Bandeirantes, porém, auxiliares de Alckmin dizem que a aliança do PSDB com o MDB de Temer foi tóxica para o tucano e está contaminando sua campanha.

Alckmin tenta agora fisgar partidos que hoje estão na coalizão governista, como o DEM. Seu plano é ter um vice do partido, como o atual ministro da Educação, Mendonça Filho, e apoiar a reeleição de Maia ao comando da Câmara, em 2019. O pacote também incluiria a adesão do PSDB a palanques do DEM em outros Estados, como Rio e Bahia.

Pacto. De olho nesses movimentos, interlocutores de Temer procuram reaproximá-lo de Alckmin. Recorrem até mesmo ao argumento de que, enquanto os dois se estranham, Luciano Huck vai ganhando espaço e tende a entrar na disputa, roubando votos dos candidatos de centro. Para correligionários do presidente, mesmo que não haja uma aliança nacional entre o PSDB e o MDB, os dois partidos podem firmar composições regionais e até um pacto de não agressão.

“O Geraldo e o Michel precisam conversar e eu sou um dos que estão tentando organizar esse encontro”, afirmou o deputado Beto Mansur (PRB-SP), vice-líder do governo na Câmara. “Depois daquela estranheza que houve na questão das denúncias, é bom aparar as arestas”, emendou ele.

Mansur se referia ao fato de Alckmin não ter ajudado Temer a conquistar votos da bancada do PSDB para derrubar as duas denúncias apresentadas contra ele na Câmara pela Procuradoria-Geral da República, no ano passado. “Ficou um mal-estar”, resumiu o deputado. O distanciamento aumentou com a saída do PSDB da base aliada.

Defensor da unidade do centro político, o chanceler Aloysio Nunes Ferreira – único ministro tucano que permaneceu na equipe após o desembarque do partido – procura reconstruir as pontes entre o Planalto e o Bandeirantes.

“O caminho do PSDB está traçado, não importa quem entre ou saia. Seguiremos em frente, com a certeza de que iremos para o segundo turno. O que as pesquisas de hoje indicam é que a sociedade está pouquíssimo interessada na política”, afirmou o deputado Silvio Torres (PSDB-SP), tesoureiro da legenda e amigo de Alckmin.

O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse que o Executivo trabalha para que os partidos aliados caminhem juntos na eleição presidencial. Admitiu, porém, as dificuldades para esse acordo. Na sua avaliação, se Temer não quiser entrar na briga por um novo mandato, o aval a Alckmin não está descartado. “Mesmo o PSDB não sendo organicamente da base, tem um discurso reformista”, insistiu o ministro.

Marun disse, no entanto, que todas essas articulações passam pela aprovação da reforma da Previdência na Câmara. O Planalto espera o respaldo dos tucanos na votação, que deve ocorrer neste mês, caso a proposta não seja retirada da pauta por falta de apoio. “No nosso cronograma político, Previdência vem antes de Presidência”, comentou Marun.

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O áudio, onde ela ameaça servidores públicos de perda de emprego caso não votassem nela, foi conseguido pelo Fantástico, da Rede Globo, que o exibirá neste domingo (4).

Da Redação*

 

Uma gravação feita em uma reunião quando a deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) era vereadora no Rio, em 2014, deve enterrar de vez as pretensões da filha de Roberto Jefferson em ser ministra do Trabalho. O áudio, onde ela ameaça servidores públicos de perda de emprego caso não votassem nela, foi conseguido pelo Fantástico, da Rede Globo, que o exibirá neste domingo (4).

“Arranjar emprego tá difícil. Eu só tenho um jeito de manter o emprego de vocês. Me elegendo. E eu preciso de vocês pra isso”, diz o áudio obtido pelo programa da TV Globo. Ouça o áudio aqui.

Cristiane é indicada para assumir o Ministério do Trabalho e alvo de uma série de acusações. Sua posse chegou a ser marcada e cancelada duas vezes por decisões judiciais. Ela é condenada em ações trabalhistas, investigada por suposta associação ao tráfico de drogas e por recebimento de caixa 2 em eleições. Relembre algumas acusações contra a deputada.

 

A petebista, de 44 anos, ingressou na política em 2003, como secretária extraordinária da Terceira Idade da prefeitura do Rio. Depois, foi vereadora no Rio entre 2004 e 2012. De 2009 a 2014, foi secretária especial do Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida, durante a gestão de Eduardo Paes (PMDB). Em 2014, foi eleita para a Câmara Federal.

*Com informações do Poder360

Foto: LUCIO BERNARDO JR

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A atual posição do governo de Michel Temer em relação à Venezuela é tacanha, ideológica e enterra princípios que historicamente foram seguidos pelo Itamaraty. Temer foi um dos grandes articuladores do afastamento da Venezuela do Mercosul; a política adotada nessa ação buscou, em realidade, impor ao país vizinho um bloqueio econômico e comercial que atenda aos interesses dos Estados Unidos. É uma decisão que vai na contramão das necessidades dos empresários brasileiros. Hoje, as relações comerciais entre os dois países são significativas para a balança comercial. 

O atual governo prega uma política externa livre de “preferências ideológicas”, mas suas ações têm  claro caráter ideológico e partidário. Em vez de atuar num processo de diálogo e pacificação, ajudando na continuidade do processo democrático na América Latina, Temer assume uma oposição frontal ao governo venezuelano.

O Brasil deixou de ser um interlocutor de Caracas e, na prática, dá apoio tácito a radicais que desprezam o diálogo e cogitam soluções belicistas, como a defendida pelo presidente dos EUA, Donald Trump, ao qual o Planalto parece ter-se alinhado incondicionalmente. Temer parecer ter predileção pelo patrocínio de ações para causar retrocessos na América do Sul, assumindo uma campanha da direita contra a esquerda no subcontinente.

A verdade é que a diplomacia brasileira, respeitada por décadas em todo o mundo, está sendo vilipendiada. Ao ignorar os princípios da não intervenção nos assuntos internos de outros países e o respeito à autodeterminação dos povos, Temer joga no ralo as diretrizes básicas e tradicionais de nossa política externa. Hoje, o capital político e diplomático do Brasil, fortalecido nos governos Lula, segue ladeira abaixo. Décadas de mediações brasileiras em conflitos regionais, prezando a moderação, o diálogo e a solução pacífica das controvérsias, ficaram no passado. 

O uso da força — já condenado, tardiamente, pelo Mercosul — viola os princípios básicos do Direito Internacional e, como disse o ex-chanceler Celso Amorim, levaria  uma guerra civil para a Venezuela e provocaria uma espécie de novo Vietnã na América do Sul e na fronteira brasileira.

Um conflito armado no pais vizinho significaria arrastar todo os países da região para uma turbulência de consequências imprevisíveis. Um resultado negativo imediato seria no plano da integração regional, solapando todos os processos em curso, como o Mercosul, a Unasul e outras iniciativas para  a aproximação entre os países sul-americanos, num objetivo comum de tornar a região próspera e sem conflitos.  Esses esforços de integração regional têm sido levados a cabo nas últimas décadas. Tivemos avanços extraordinárias que a miopia do governo Temer parece não perceber.

É inconcebível o tratamento belicoso e provocador que o governo Temer tem com a Venezuela. Desde a destituição da presidenta legitima Dilma Rousseff, parece que o principal objetivo da política externa do atual governo é enfrentar Nicolas Maduro e destituí-lo do cargo, com o Brasil sendo uma espécie de representante plenipotenciário de Donald Trump na América do Sul.

Nós, do PT, temos insistido que a solução para a crise na Venezuela passa pelo bom senso e diálogo. Por isso defendemos que todas as forças políticas daquele país, juntamente com diversos atores internacionais, apostem numa solução democrática e pacífica para o conflito vivido hoje país vizinho. Um conflito intensificado pela interferência nada republicana e democrática de alguns países que estão de olho, com certeza, nas riquezas da Venezuela.

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