Brasil corre risco de apagão da máquina pública em 27, diz economista
E aí isso significa um ‘shutdown’. Então acho que o risco realmente é grande do ‘shutdown’ em 2027, mas em 2026, caso não se tenha solução para se buscar a meta, a gente já vai ter uma limitação grande em 2026, com repercussões para os serviços públicos.
Alessandra Ribeiro
A derrota do governo Lula com a derrubada do IOF no Congresso diminuiu as opções do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para equilibrar as contas do governo.
Se a possibilidade de recorrer à Justiça para derrubar a decisão do Parlamento não vingar, Haddad terá de decidir onde cortar gastos: ele pode insistir na tentativa de reduzir supersalários e subsídios ao empresariado, ou aderir aos apelos do mercado financeiro, que prefere enxugar os gastos do governo reduzindo a valorização do salário mínimo.
A economista Alessandra Ribeiro concluiu a entrevista explicando que agora o governo se encontra em uma situação bastante delicada para resolver os gastos públicos.
É uma situação muito delicada do ponto de vista das finanças públicas. A gente vê o governo sem espaço para manobra. Claramente optou por um modelo de aumento das despesas para ser financiado com aumento da arrecadação. E agora a gente vê dificuldades grandes.
O governo conseguiu até muitas coisas em 23 e 24, que têm ajudado muito a arrecadação, mas não o suficiente para financiar esse aumento dos gastos públicos. E agora com essa situação política extremamente tensa que a gente observa no Congresso, o governo vai ter muita dificuldade de achar fontes adicionais de receita.
Então, ou temos esses bloqueios de contingenciamentos pesados com todas essas repercussões, ou tem uma alteração das metas a serem perseguidas, o que teria um efeito muito ruim para os mercados financeiros.
Alessandra Ribeiro
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