Nomeação de adido brasileiro na China é passo para aumentar relações

Nomeação De Adido Brasileiro Na China É Passo Para Aumentar Relações

Nomeação de adido brasileiro na China é passo para aumentar relações


Diferenças jurídicas e culturais entravam o comércio bilateral, apesar de a China ser o principal parceiro do Brasil desde 2009. Segundo Ana Paula Nonato Chiu, diretora jurídica da Câmara de Comércio Brasil China, “a criação de um escritório dessa natureza sinaliza a busca pela ampliação e aumento da presença institucional em mercados relevantes para a exportação nacional”. A presença de um adido “garante a segurança e eficiência nas operações fiscais de empresas brasileiras em mercados internacionais, o que por consequência fomenta as relações comerciais bilaterais”, afirmou ela ao UOL.

Medida fortalece e amplia relação comercial em meio a tensões globais. Segundo Chiu, o posto avançado faz parte de um plano de aprimoramento das relações comerciais entre Brasil e China. “Certamente o aumento de tarifas [por parte dos EUA] gera impactos negativos imediatos, visto que reduz as vendas para o país que impôs as tarifas. A necessidade de se adaptar a um cenário mais competitivo pode impulsionar a inovação e a melhoria da qualidade dos produtos brasileiros”, afirma.

Países “não podem ficar reféns de um mercado comprador específico”. A diretora jurídica da Câmara de Comércio Brasil-China considera que as commodities e o agronegócio podem se beneficiar diretamente com a expansão de mercado no país asiático. “Devemos considerar que a China é um grande mercado consumidor, de modo que não haverá dificuldade para que os produtos brasileiros sejam realocados no mercado chinês”, pondera.

Ministério da Fazenda afirma que nomeação do adido está em andamento. Em resposta à Agência Brasil, a pasta informou que a presença do funcionário na China pode ajudar a reduzir práticas ilícitas, como evasão fiscal e contrabando, além de permitir a troca direta de informações e experiências. O ministério afirma que a ideia vem desde a posse de Lula (PT), em 2023, descartando qualquer relação com a tarifa de 50% aos produtos brasileiros que pode entrar em vigor a partir de 1º de agosto.



Fonte: UOL

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