Dólar cai a R$ 4,89, e Bolsa recua mais de 1% com incertezas sobre a guerra
Ibovespa também caiu. O principal índice do mercado acionário brasileiro recuou 1,19%, aos 182.908 pontos. A variação mantém a sequência negativa que derrubou a Bolsa nacional em 1,7% na semana passada e em 7,32% desde que encostou nos 200 mil pontos, em 14 de abril. No acumulado do ano, no entanto, o índice sustenta alta acima de 14%.
Cotação dos contratos futuros de petróleo abriu a semana com leve alta. O Brent, referência internacional para o combustível, subiu 2,88%, e terminou o dia negociado a US$ 104,21 o barril. A oscilação positiva amplia para mais de 40% a alta do petróleo desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro. O petróleo WTI para junho, referência nos EUA, fechou em alta de 2,78%, a US$ 98,07 o barril.
Inflação
Previsão de inflação subiu pela nona semana seguida e encostou em 5%. O mercado financeiro brasileiro elevou de 4,89% para 4,91% a mediana das estimativas para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) deste ano. Caso a previsão se confirme, o índice vai superar a tolerância de 1,5 ponto percentual da meta estabelecida em 3% pelo CMN (Conselho Monetário Nacional).
O que realmente preocupa é a sequência, a persistência e a incapacidade das expectativas de encontrarem um ponto de estabilização. Nove altas consecutivas representam muito mais do que uma simples revisão estatística e mostram um processo gradual de perda de confiança na velocidade de convergência da inflação brasileira.
Olívia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos
Inflação do Brasil e dos Estados Unidos orientam o mercado nesta semana. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga amanhã (12) o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de abril, com expectativa de alta de 0,7%, a maior para o mês desde 2022 (1,06%). Para os EUA, é esperado que a inflação do mês passado tenha sido de 0,6%.
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