Viridis venderá terras raras do Brasil para EUA e UE, não para China

Viridis Venderá Terras Raras Do Brasil Para Eua E Ue, Não Para China

Viridis venderá terras raras do Brasil para EUA e UE, não para China


A inauguração do centro ocorre em meio a uma corrida global por terras raras e minerais críticos, enquanto governos na Europa e nos EUA tentam reduzir sua dependência da China para esses materiais, que são vitais para carros elétricos e sistemas de defesa.

Embora a Viridis tenha recebido interesse global de compradores — aqueles que se comprometem a adquirir volumes específicos ao longo do tempo —, a empresa trabalhará exclusivamente com compradores ocidentais, apesar do forte interesse chinês, acrescentou o CEO.

“Tomamos uma posição desde o início de priorizar o mercado ocidental. À medida que a diversificação das cadeias de suprimentos ocorre, acreditamos que obteremos um valor melhor para nossos produtos, em vez da supressão de preços que a China consegue exercer quando toda a produção é direcionada para lá”, disse Moreno na quarta-feira, acrescentando que as discussões com investidores e financiadores têm se concentrado em manter o projeto fora das cadeias de suprimentos chinesas.

A China responde por 60% da produção global de minério e por 90% ou mais da produção refinada de terras raras. Pequim introduziu restrições à exportação em abril de 2025 em resposta às tarifas americanas e tem defendido repetidamente as medidas, afirmando que aprova solicitações elegíveis.

Colossus é o primeiro projeto da Viridis no Brasil, embora a empresa também opere na Austrália e no Canadá. Espera-se que o centro processe até 100 quilos de minério por hora.

O projeto deverá custar entre US$ 360 milhões e US$ 370 milhões, disse Moreno, acrescentando que o investimento poderá chegar a US$ 400 milhões caso os financiadores solicitem que a Viridis mantenha capital de giro adicional.



Fonte: UOL

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