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Ao lado de Trump, Kevin Warsh assume Fed, sob pressão para cortar juros

Ao lado de Trump, Kevin Warsh assume Fed, sob pressão para cortar juros


Quando tinha 35 anos, Warsh se tornou o mais jovem diretor da história do Fed. À frente do cargo, o futuro presidente do Fed atuou como membro do Conselho de Governadores do Sistema da Reserva Federal (2006-2011), como representante do Fed no G-20 e como emissário do Conselho para economias avançadas e emergentes na Ásia.

Novo presidente do Fed integrou o Conselho de governadores do Fed entre 2006 e 2011. Nesse período aconteceu a crise financeira global provocada por quebra de instituições financeiras que negociavam os chamados “subprime“. A rápida desvalorização desses papéis impactou balanços de grandes bancos ao redor do mundo.

Ele renunciou ao cargo no Fed em 2011, quando o presidente era Ben Bernanke. Na época, Warsh defendia que o Fed teria espaço para cortar os juros se reduzisse de forma mais agressiva o tamanho do portfólio do banco central ofertando mais títulos ao mercado e, assim, retirando dinheiro de circulação da economia.

Estava atuando como pesquisador e professor na Universidade de Stanford. Ele tem formações em Direito pela Universidade de Harvard e em políticas públicas pela Universidade Stanford em 1992, além de diplomas em economia de mercado e mercados de capitais de dívida na MIT Sloan School of Management e na Harvard Business School. Trabalhou no Morgan Stanley e foi assessor econômico do presidente George W. Bush (2002-2006).

Nome foi aprovado pelo Senado em 13 de maio último. Mesmo tendo sido já membro do Fed, a indicação de Warsh por Donald Trump para a cadeira de chairman do Banco Central precisou ser validada pelos senadores do país, para um mandato de quatro anos.

Warsh criticou Fed durante sabatina no Senado. Na audiência, ele apontou que os erros da instituição após a pandemia ainda prejudicam as famílias e defendeu uma nova estrutura para a política monetária. Também indicou que pretende alterar o uso atual de projeções trimestrais de juros e defendeu que a instituição assuma a responsabilidade pelos preços. “A inflação é uma escolha”, afirma.



Fonte: UOL

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