Ao impor aos EUA uma tarifação exatamente do mesmo tamanho à imposta por Trump, a China diz que não está para brincadeira. Se quer guerra, vamos para a guerra e em igualdade de condições. A China tem todas as condições de brigar com os EUA como cachorro grande. Não é um adversário negligenciável.
Trump declara guerra como quem brinca em um parque de diversões. Há nos EUA uma negociação em torno do TikTok, que é uma plataforma chinesa. Trump insinuou que poderia flexibilizar as tarifas impostas à China se Pequim facilitasse essa negociação. Isso é uma brincadeira.
Trump está feliz da vida porque considera que deflagrou um processo que lhe deu vantagem sobre todos os países do mundo. Ele imagina que todos ajoelharão no milho e pedirão clemência ao ‘imperador laranja’ da Casa Branca. Josias de Souza, colunista do UOL
Para Josias, além do risco de enfrentar gigantes comerciais como a China, Trump também tem que encarar a resposta da população e das empresas norte-americanas, que serão diretamente afetadas por uma possível alta nos preços.
A China diz que a briga será levada a sério. Impuseram tarifas do mesmo tamanho que estão sendo sinalizadas pelos EUA e não há essa brincadeira de TikTok. Se os EUA quiserem negociar, terão que baixar as tarifas.
O tamanho da guerra depende da resposta do resto do mundo. A China já disse que está brigando sério; a União Europeia fala grosso, mas não disse qual é o tamanho da sua disposição para retaliar os EUA. Países como o Brasil, com uma tarifa mínima de 10%, terão prejuízo, mas enxergam a possibilidade de compensar em outras áreas e obter um reflexo positivo.
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