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Como a Vale virou dona de um prédio de escritórios em MG sem comprá-lo

Como a Vale virou dona de um prédio de escritórios em MG sem comprá-lo


Com isso, o fundo deixou de ter os riscos e benefícios do imóvel. Mesmo continuando como dono formal do direito sobre o prédio (já que o seu CNPJ continua na matrícula e na escritura do imóvel), ele já não responde mais por nada.

O fundo usou esse novo contrato para fazer dinheiro rápido: vendeu ao Bradesco o direito de receber os aluguéis futuros a serem pagos pela Vale. Essa venda antecipada rendeu ao fundo R$ 44 milhões líquidos — valor próximo do que o prédio valia em sua contabilidade.

Esse tipo de operação é chamada de cessão de crédito sem coobrigação. Isso significa que, se a Vale deixar de pagar, quem assume o prejuízo é o Bradesco — não o fundo.

Na prática, a Vale virou dona do imóvel. Ela cuida de tudo e pode comprar quando quiser (mesmo no pagamento do último mês de aluguel previsto no contrato). O fundo recebe à vista o valor que ganharia ao longo dos próximos anos. E o Bradesco passa a receber os aluguéis, com baixo risco, já que a Vale é uma empresa de grande porte.

Esse tipo de operação tem se tornado mais comum no mercado. Fundos preferem trocar imóveis por dinheiro em caixa. Já empresas como a Vale conseguem garantir o controle sobre os prédios que usam, sem fazer grandes investimentos logo de cara.



Fonte: UOL

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