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Era iPhone da Foxconn fica para trás com foco em servidores de IA

Era iPhone da Foxconn fica para trás com foco em servidores de IA


A forte dependência da Foxconn em relação aos smartphones tem sido vista há muito tempo por investidores como um risco significativo para a empresa, uma vez que o crescimento da demanda por novos iPhones tem enfraquecido gradualmente desde que foram lançados pela primeira vez há quase duas décadas, dizem analistas.

Ciente do risco, o presidente do conselho de administração da Foxconn, Young Liu, tem defendido novos negócios, como servidores de IA, veículos elétricos e semicondutores, desde que assumiu o cargo em 2019.

Embora a expansão da empresa para veículos elétricos e chips ainda não tenha mostrado uma contribuição significativa, o sucesso da Foxconn na fabricação de servidores de IA – a empresa é a maior fabricante de servidores da Nvidia – é o resultado de apostas feitas antes que a tecnologia ocupasse o centro das atenções com o advento do ChatGPT no final de 2022.

Os eletrônicos de consumo foram responsáveis por 35% da receita total da Foxconn no segundo trimestre, enquanto os negócios de computação em nuvem e rede representaram 41%. Em 2021, os eletrônicos de consumo  eram 54% do faturamento da empresa.

“A empresa está no negócio há anos, atendendo a requisitos de qualidade mais altos, diversificando a montagem e as operações entre os locais e buscando a integração vertical”, disse Ming-Chi Kuo, analista da TF International Securities.

A Foxconn começou a produzir designs de referência para as placas de vídeo da Nvidia por volta de 2002 e começou a fabricar servidores de uso geral para data centers de provedores de serviços de computação em nuvem já em 2009. O negócio de servidores de IA com a Nvidia é, em muitos aspectos, o ponto culminante dessa história, dizem analistas.





Fonte: UOL

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