Este erro simples na hora de contratar faz sua empresa perder milhões · Economia Real
Contratar com pressa é como comprar equipamento caro sem saber usar: o prejuízo vem depois. Só que, quando o erro é gente, o custo não aparece em uma fatura. Ele se infiltra no clima organizacional, na moral da equipe, nos ruídos de convivência e na performance que estagna.
Fato é que toda contratação é uma aposta. Mas, quando ela é mal feita, a empresa perde três vezes: tempo, dinheiro e confiança.
Contratar errado é mais caro do que parece, e o impacto de uma contratação mal feita não está só no custo do salário. Está no efeito dominó que ela gera:
- Desalinha times: um talento mediano desestrutura o alto desempenho ao redor.
- Desgasta líderes: um gestor precisa gastar energia demais tentando fazer dar certo.
- Afasta bons profissionais: gente boa não tolera ruído por muito tempo.
- Perpetua ciclos de baixa performance: contratações ruins normalizam o padrão baixo.
Não adianta culpar o time pela baixa performance se quem contratou não aplicou critério algum. Se o processo de entrada é raso, o resultado não vai ser profundo. Reclamar do efeito sem assumir a causa é terceirizar responsabilidade.
Um exemplo muito comum no recrutamento corporativo: contratar um gestor “pronto” de outra empresa, com histórico técnico sólido, mas que chega com postura autoritária, zero escuta e cultura incompatível. Resultado? Time que se cala, inovação que trava, pedidos de demissão em massa.
Contratar certo não é só escolher o mais técnico
Contratar bem é um exercício de coerência entre estratégia, cultura e estágio de maturidade da empresa. A contratação certa é quando:
- A pessoa entende o jogo da empresa (e não só a função).
- Existe ajuste de cultura + ritmo + ambição.
- O time ganha tração com a chegada dela.
- A liderança sente que pode delegar e não microgerenciar.
Não existe boa performance sem contratação assertiva. Se você só começa a procurar quando a urgência aperta, já começou errado.
Ter um banco de talentos, manter o radar ligado e cultivar boas conversas com o seu mercado, mesmo sem vaga aberta, também é parte do jogo. O seu time pode estar alinhado hoje, mas o mercado não para — e gente boa também não.
*As opiniões do colunista não refletem, necessariamente, o posicionamento do Economia Real.
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