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Exportações do agro crescem 1,4% em 2025, apesar do tarifaço dos EUA

Exportações do agro crescem 1,4% em 2025, apesar do tarifaço dos EUA


Produtores anteciparam os embarques para reduzir o prejuízo. Sueme explica que os setores agrícolas se anteciparam e promoveram as vendas dos produtos até agosto, antes das determinações referentes ao “tarifaço” imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, aos produtos nacionais. “A atitude compensou a redução das exportações para o mercado americano, que aconteceu de agosto até novembro”, avalia ela.

China segue como maior compradora dos alimentos brasileiros. As exportações agropecuárias para Pequim aumentaram 10% e totalizaram US$ 52 bilhões neste ano. As vendas para a União Europeia também cresceram e mantiveram o bloco comercial como o segundo maior comprador de produtos nacionais, com US$ 22,9 bilhões. Os Estados Unidos aparecem na terceira colocação mesmo com a redução de 4% das compras, para US$ 10,5 bilhões.

“Tarifaço” ainda atinge quase metade das vendas do Brasil aos EUA. Mesmo após o recuo e a retirada da sobretaxa de 40% para diversos produtos da agropecuária, a CNA destaca que 45% das vendas permanece com tarifas adicionais. Entre os itens determinantes que ficaram de fora das exceções, os destaques ficam por conta das tilápias e do sebo bovino, que têm o mercado norte-americano com destino de mais de 90% das vendas internacionais.

Se a gente continuar com esses produtos fora [das exceções], estamos projetando um impacto negativo de US$ 2,7 bilhões na pauta agropecuária para 2026.
Sueme Mori, diretora da CNA



Fonte: UOL

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