A Faculdade Sírio-Libanês anunciou nesta segunda-feira (7) o lançamento da sua graduação em medicina, autorizada por portaria do MEC (Ministério da Educação) publicada no Diário Oficial da União.
Serão cem vagas por ano (50 por semestre), com duração de 12 semestres e carga horária total de 8.600 horas. As inscrições para o processo seletivo devem ser abertas ainda neste mês, e as aulas começam no segundo semestre deste ano.
Inaugurada em 2023, a faculdade já oferece outras quatro graduações em saúde: enfermagem, com mensalidade de R$ 2.250, fisioterapia (R$ 2.100), psicologia (R$ 3.990), e recentemente obteve autorização para a biomedicina (R$ 2.350)
Embora ainda não esteja definido o valor das mensalidades do curso de medicina, Fernando Ganem, diretor-geral do Sírio, diz que elas serão compatíveis a de outros cursos de medicina que já estão no mercado.
“Estamos estipulando o valor médio das faculdades, mas não das mais caras. A gente entende que o valor muito elevado dificulta muito o acesso, e não é essa a intenção.”
A faculdade contou com investimento inicial de R$ 60 milhões, já ofertava cursos nas áreas de enfermagem (mensalidade de R$ 2.250), fisioterapia (R$ 2.100) e psicologia (R$ 3.990), e recentemente obteve autorização para a biomedicina (R$ 2.350)
Ele afirma que o curso será ancorado em duas bases: a tradição da instituição aliada à inovação. “Temos um corpo clínico de mestre e doutores, livres docentes, titulares em outras instituições de renome na formação médica, que nos dá essa experiência.
A grade curricular integra teoria e prática desde o primeiro semestre, com conteúdo estruturado em unidades curriculares, que incluem, além dos temas inerentes à formação médica exigidos pelo MEC, conteúdos sobre empreendedorismo, gestão, pesquisa e inovação.
“Trazer outras competências para os alunos de medicina para tentar entender o cenário da saúde no momento. Muitos de nós não tivemos isso ao longo da carreira”, diz Ganem.
A faculdade deve trabalhar com 10% de bolsas voltadas a estudantes de baixa renda. Entre os critérios de elegibilidade estão renda de até um salário mínimo e meio por membro da família, estar cursando ou ter concluído o ensino médio em escola pública ou particular (com bolsa integral ou com mensalidade compatível com a renda declarada) e não ter cursado mais de quatro semestres de outra graduação.
Segundo Ganem, a instituição dará todo suporte complementar para suprir eventuais dificuldades que existam na formação desses alunos. “Temos tido uma experiência muito boa com os demais cursos que estamos tendo. Alguns acabam tendo desempenho superior aos não bolsistas.”
Share this content:
