Sexta, 02 Março 2018 00:39

CEI de investigação do transporte encerra os trabalhos e prepara relatório final Destaque

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A Comissão Especial de Inquérito da Câmara Municipal que investiga o transporte coletivo encerrou a fase de depoimentos na manhã desta quinta-feira (01/03) anunciando que pretende denunciar no Ministério Público Estadual o descumprimento por parte da empresa concessionária Ouro Verde ao contrato firmado com a prefeitura de Sumaré.

 

“Essa CPI vai colaborar e muito com a melhora do transporte público de Sumaré, seja do jeito que for. O meu sonho é um dia ligar o rádio e ouvir no noticiário o que ouvi lá de Indaiatuba, que o transporte público melhorou e está com uma frota nova, entre outras coisas”, disse o presidente da CEI, vereador Ronaldo Mendes.

 

Em depoimento à comissão, o gerente das empresas Rápido Sumaré e Ouro Verde, Gilson Grillo, negou qualquer irregularidade. Tudo o que foi colhido com os populares durante as audiências públicas pelos bairros da cidade apontando descaso e desrespeito do serviço prestado no município estará no relatório final com os devidos depoimentos.

 

Os moradores ouvidos reclamaram da péssima condição dos veículos, bancos quebrados, falta de higiene, buracos no teto com goteiras em dias de chuva, falhas mecânicas, falta de freio, entre outros.

 

O gerente declarou hoje à Comissão que há um acompanhamento diário dos problemas apresentados pelos veículos e tudo é devidamente consertado. “Os veículos rodam o dia inteiro e acabam acontecendo alguns problemas, o que é natural. Mas quando isso acontece o motorista liga na garagem e de imediato é encaminhado uma substituição ou um mecânico, dependendo da gravidade do problema. Além disso, temos a manutenção preventiva para evitar que carro pare na rua”, esclareceu.

 

O gerente disse ainda que a cada três mil quilômetros o ônibus recebe uma inspeção visual e alguma coisa sempre é melhorada. Além disso, declarou que os 43 veículos da frota foram vistoriados pela SMMUR (Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Rural) recentemente. “O q eles apontaram de falha já se fazia a correção na hora”, comentou.

 

Também membro da comissão, o vereador Edgardo Cabral disse que esteve no bairro Vila Operária, onde andou por algumas horas, e um dos questionamentos mais ouvido é de que o ônibus quando quebra leva muitas horas para uma substituição. Outro apontamento do vereador foi em relação à velocidade. “Por que os ônibus correm muito e por que param de qualquer jeito nos pontos? Eu já vi ônibus passando no ‘quebra mola’ com velocidade acima do recomendado. E não é isso não que ajuda a causar as quebras do veículo?”, disse.

 

Gilson disse que tem tacógrafo em cada um dos 43 ônibus e a que a leitura é diária. “Não digo que não existe, mas que é pouco porque quando é detectado algum abuso, o motorista é chamado e são tomadas as providências. Não damos ordem para correr”, disse.

 

O vereador Hélio, membro da Comissão, perguntou ao gerente se é de conhecimento dele a obrigatoriedade pelo contrato de um cobrador por ônibus. “Já tem linha que não tem cobrador e isso é descumprir o contrato. Antes de tomar decisões e afastar cobradores das linhas não teria que ter uma resposta jurídica antes? Deveria sim haver uma permissão para retirar esses cobradores das linhas”, indagou.

 

O gerente da Ouro Verde disse que há uma discussão sobre a exigência de cobradores ou não com a prefeitura desde o ano passado. “No nosso entendimento há a possibilidade sim de retirar alguns cobradores de determinadas linhas. Estamos fazendo uma reestruturação e estamos discutindo essa questão legal da presença ou não dos cobradores. Está na parte jurídica e não saberia te informar como está essa discussão atualmente”, disse Grillo.

 

Ronaldo insistiu na renovação da frota. “A frota precisa ser trocada porque os veículos já estão ultrapassados”, disse. O gerente assumiu que a frota tem uma idade avançada e com o passar do tempo o custo da manutenção vai aumentando cada vez mais. “A intenção é fazer essa troca mas também depende de algumas questões do equilíbrio do contrato”, disse Grillo.

 

O relator da Comissão, vereador Rubens Champam, disse que não concorda com as falhas apontadas pelos usuários do sistema de transporte coletivo. “Essa comissão, desde o ano passado tem feito um trabalho sério, dentro da dignidade. O objetivo é melhorar a locomoção do nosso povo. Vai ser bom para o município e até para a empresa. Essa comissão está encerrando e que a população seja atendida e que o contrato seja cumprido”, disse.

 

Finalizados os trabalhos da CEI, o relator agora dá início ao relatório final e quando estiver pronto será apresentado aos outros membros e votado, para que depois seja encaminhado ao Ministério Público e à Prefeitura de Sumaré.

 

Fonte: Câmara Municipal de Sumaré

 

 

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