Sexta, 10 Agosto 2018 18:43

A explosão aconteceu por volta das 12h40. O incidente aconteceu no gasômetro da empresa. Funcionários foram levados para o hospital. Nenhuma morte foi registrada

 

Por João Henrique do Vale Portal EM.com.gr

 

Explosão na Usiminas

 

Relatos sobre a explosão na usina da Usiminas em Ipatinga, na Região do Vale do Aço, impressionam. Moradores da cidade contam que houve um estrondo forte e que a terra tremeu no início da tarde desta sexta-feira. “Era como se mandassem uma bomba. Deu para sentir a explosão. Parecia um terremoto”, explicou Amanda Rodrigues Silva, de 31 anos, funcionária de uma empresa de contabilidade da cidade. 

 

A explosão aconteceu por volta das 12h40. De acordo com a Usiminas, houve uma explosão no gasômetro da Usina. A empresa foi evacuada rapidamente. O Corpo de Bombeiros informou que os brigadistas encaminharam algumas pessoas para o hospital. Ao todo, 25 pessoas ficaram feridas. O estado de saúde delas não foi informado. 

 

A funcionária da empresa de contabilidade informou que estava no horário do almoço quando houve a explosão. “A gente estava próximo a portaria do Bom Retiro, onde está sendo evacuado. Deu uma explosão muito forte. A gente o não achou que era tão grave. Mas, começou uma movimentação muito grande de ambulância e a Polícia Militar”, disse.

 


Além do medo com a explosão, Amanda também estava apreensiva por notícias de familiares e conhecidos que trabalham na Usiminas. “Graças a Deus saíram. Lá foi evacuado. No hospital, tenho uma amiga que falou que está igual cena de filme, com muitos feridos”, contou.

 

O estudante Gabriel Coelho Duarte, de 19 anos, morador do Bairro Cariru, informou que houve correria no momento da explosão. “Meu bairro todo tremeu. Estava no cursinho quando senti uma vibração. Quando olhei para cima, vi as paredes vibrando e ouvi uma explosão. Parecia que o teto estava desabando. Todo mundo começou a gritar e saiu correndo”, explicou. 

 

O cursinho funciona no segundo andar de um prédio. Segundo o estudante, as pessoas desceram correndo para a rua. Ele seguiu para a casa dele, que fica no mesmo bairro, quando chegou ouviu mais relatos sobre a explosão. “Meus pais ligaram falando que o prédio onde eu moro também tremeu. Disseram que na hora da explosão várias pessoas saíram para a rua para ver o que era”, afirmou. “Como a Usiminas é bem próximo daqui, deu para ver fumaça saindo de lá”, comentou.

 

{youtube}yZyPwP_qrfs|600|450|1{/youtube}

 

O estudante afirma, ainda, que surgiram boatos nas redes sociais com informações dizendo para evacuar o bairro. Mas, que nenhum representante da empresa ou da Polícia Militar (PM) passou pelo local. Por volta das 13h30, o trânsito no Centro da cidade estava congestionado, devido o número de pessoas. As corridas por aplicativos também estavam com preço bem acima do normal. Devido a explosão, vidraças de um supermercado acabaram quebrando. 

 

Fonte: Portal www.em.com.br  

 

 

 

 

Quarta, 18 Julho 2018 01:21

A Vinícola Ravanello, no município de Gramado (RS), é a primeira empresa brasileira a apresentar o selo da produção integrada em seus rótulos, certificação que atesta o emprego de boas práticas agrícolas e de produção. A chancela assegura que o produto cumpriu uma série de quesitos, que vão desde a redução do uso de químicos na lavoura até a preocupação com a saúde do trabalhador e a sua capacitação, entre vários outros itens que também dão segurança ao consumidor.

 

Após acompanhamento técnico e auditorias, os vinhos Chardonnay e um assemblage de Merlot e Cabernet Sauvignon, elaborados na Safra 2017/18, receberão o certificado e a autorização do Instituto de Avaliação da Qualidade de Produtos da Cadeia Agro Alimentar (Certifica) para a impressão de selos da produção integrada para as garrafas. O Programa da Produção Integrada tem a chancela do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

 

A conquista do vinho certificado é o resultado de nove anos de pesquisas científicas, período no qual foi avaliado e validado todo o sistema de manejo da uva e o processo de elaboração da bebida. Segundo o pesquisador da Embrapa Uva e Vinho (RS) Samar Velho da Silveira, que lidera o projeto de produção integrada, à medida que as normas propostas pela equipe técnica iam sendo avaliadas e validadas, as vinícolas parceiras já incorporavam as práticas em suas rotinas. “A parceria com produtores nesse processo foi fundamental para conseguirmos ter um sistema que funciona na prática. É um novo momento para os vinhos brasileiros”, comemora o cientista.

Selo é diferencial no mercado

Silveira explica que a produção integrada é um sistema de certificação que tem a sua base na adoção de boas práticas, tanto agrícolas quanto de fabricação, no qual por meio do uso do manejo integrado de pragas e doenças se busca a redução de uso de agroquímicos, visando à ausência de resíduos químicos, físicos e biológicos nos produtos ou, se existirem, que estejam dentro de padrões de segurança estabelecidos na legislação brasileira, oferecendo assim alimentos seguros e de alta qualidade aos consumidores. “A Produção Integrada é a consolidação do melhor conhecimento agronômico disponível, que permite uma produção ambientalmente sustentável. Ao cumprir a normativa, os agricultores poderão certificar seus vinhos e usar o selo Brasil Certificado, diferenciando o produto no mercado”, declara.

 

O sistema também leva em conta aspectos sociais da produção, como a saúde do trabalhador rural, isenção do uso de mão de obra infantil e o constante treinamento das pessoas. “O resultado final é uma garrafa de vinho com um selo que garante acesso a mercados exigentes e que possibilita a rastreabilidade de todo o sistema”, pontua Silveira. Todo o histórico da produção na propriedade fica registrado nos “Cadernos de Campo” e nos “Cadernos do estabelecimento Vinícola”, que é um dos materiais auditados pela certificadora. A vinícola pode adicionar um código de barras ou um código QR ao rótulo para que essas informações possam ser visualizadas pelo consumidor por meio de seu aparelho celular ou tablet.

A certificação

Para um vinho receber o selo da produção integrada, um longo caminho deve ser percorrido. O produtor deve contar com assistência técnica capacitada e habilitada em Produção Integrada de Uva para Processamento (PIUP) para conduzir as práticas de manejo no parreiral, atendendo aos princípios e às Normas Técnicas. Entre elas, conduzir sua área dentro das normas durante um ano prévio à certificação e ser auditado por uma certificadora independente, nesse caso, o Instituto de Avaliação da Qualidade de Produtos da Cadeia Agro Alimentar (Certifica).

Nede Lande Vaz da Silva, diretor do instituto, comenta que todo o processo de certificação é acompanhado a partir de uma lista de checagem detalhada, que envolve a produção da uva ao longo da safra no campo, começando já na época da poda, passando pela colheita, vinificação e dos testes em laboratórios terceirizados para identificar a possível existência de resíduos no vinho. “É um processo bastante demorado e minucioso. Percorremos todo o caminho da produção que se encerra com a análise dos vinhos, dos quais somos responsáveis pela coleta das amostras, que são lacradas e enviadas ao laboratório”, explica.

 

O laudo técnico do laboratório vai para a certificadora, que confere se todas as moléculas que integram a grade de agroquímicos da cultura estão dentro dos limites estabelecidos pelo Mapa e pela Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Se tudo estiver de acordo, a empresa emite o certificado e autoriza a emissão do selo, que contém a marca do Programa Brasil Certificado, do Mapa e da certificadora. A emissão dos selos é controlada pela certificadora, que autoriza a gráfica a imprimir somente a quantidade de selos necessária para as garrafas que receberão o vinho elaborado dentro do sistema de produção integrada.

 

A Ravanello passou pela fase da auditoria em campo em outubro de 2017, e da vinícola em janeiro de 2018. Em abril deste ano, finalizando o processo, os vinhos foram coletados e as análises de resíduos foram realizadas em laboratório. “Todo o processo segue à risca um grande check list, que garante um produto final de qualidade. Atualmente, o consumidor brasileiro ainda não reconhece a certificação de produção integrada como um diferencial, mas é uma questão de conscientização e de tempo”, avalia Silveira. Ele comenta que, além da uva para elaboração de sucos e vinhos, a Empresa também tem sido responsável pela certificação da Produção Integrada de maçãs e morango.

 

 A trajetória da Ravanello

Segundo o proprietário da Vinícola Ravanello, Normélio Ravanello, a conquista da Produção Integrada foi planejada a longo prazo, e nasceu da preocupação em produzir de forma sustentável. O produtor conta que empregou um profissional de Biologia a fim de repassar as diretrizes para a não contaminação e preservação do meio ambiente.

Ravanello considera a certificação uma comemoração antecipada dos dez anos da vinícola, que acontecerá em novembro. “O selo simboliza o respeito da nossa empresa ao meio ambiente e à saúde das pessoas, por meio da cultura do vinho”, sintetiza.

Ele comenta que a escolha das uvas melhor adaptadas ao clima de Gramado, a aquisição dos equipamentos de última geração e a assessoria de profissionais competentes foram fundamentais para o empreendimento. “Sempre quis fazer o melhor dentro [do setor] de uva e vinho, essa é a razão do meu projeto”, revela o neto de imigrantes italianos que, na adolescência, ajudava o pai na elaboração de vinho. Por isso, ele considera a vinícola um retorno às suas origens, além de seu projeto de aposentadoria. Durante sete anos, Ravanello foi presidente para a América Latina da empresa de equipamentos agrícolas Massey Fergunson.

A busca pela qualidade levou a Ravanello a ser uma das primeiras vinícolas a apoiar a Embrapa na validação das Normas da Produção Integrada de Uva para Processamento e agora tornou-se a pioneira a ter seus vinhos certificados. A relação com a Empresa de pesquisa, segundo relata o empresário, é mais antiga, pois antes mesmo de formalizar a vinícola ele já contava com o apoio da pesquisa.

“Nossos primeiros vinhos foram elaborados na Embrapa, por meio de um contrato de cooperação. Com ajuda dos especialistas, identifiquei a melhor localização para as parreiras, entre a Serra do Mar e do Continente, e o que havia de mais moderno no mundo em equipamentos e práticas de produção”, conta Ravanello.

Ele cita, por exemplo, a prensa pneumática horizontal com o sistema Inertz, o primeiro equipamento do gênero que veio da Itália para o Brasil e no qual foi elaborado o Chardonnay certificado. O planejamento da Vinícola foi feito a várias mãos, com o apoio de profissionais, entre os quais uma bióloga e um arquiteto que se preocuparam com diferentes aspectos, como o tratamento de esgoto, por exemplo. Eles desenvolveram um projeto amplo que previu, inclusive, o tratamento do esgoto produzido, que conta com o aval da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), deixando a propriedade autossuficiente ao não depender do poder público para tratar seus resíduos.

Erradicação de herbicidas

A implantação da produção integrada na Vinícola conta com o acompanhamento do enólogo Ataíde Israel Cordeiro e do técnico agrícola Rudilei Carmiel, responsáveis técnicos treinados pela Embrapa que fazem o acompanhamento das áreas de produção integrada. Um dos principais resultados da implantação do sistema foi a redução de 30% nos produtos aplicados no parreiral, apenas utilizando estratégias de monitoramento dos insetos e a erradicação do uso de herbicidas.

 

 

Saiba mais

Por meio do Plano Agro+, em novembro de 2016 o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou a instrução normativa contemplando as Normas Técnicas Específicas (NTE) para 13 culturas agrícolas, entre elas a da uva para processamento.  Com essa publicação, criada com base na documentação elaborada pela Embrapa Uva e Vinho, os agricultores poderão aderir, de modo voluntário, às respectivas Normas Técnicas, passando a cultivar de acordo com a Produção Integrada Agropecuária (PI Brasil), voltada à sustentabilidade e à preservação do meio ambiente e da saúde do agricultor e dos consumidores.

 

O conceito de Produção Integrada foi criado na Europa na década de 1970. Naquela época, manifestaram-se nos círculos científicos preocupações quanto ao alcance restrito do manejo integrado de pragas, como estratégia utilizada para racionalização e redução de uso de agroquímicos e de sustentabilidade da atividade frutícola. Em 1989, estabeleceu-se um regulamento que foi aceito e reconhecido pela Organização Internacional de Luta Biológica de Pragas (IOBC). No Brasil, foi criado um modelo de pesquisa e desenvolvimento pela Embrapa Uva e Vinho, inicialmente validado para a cultura da maçã, que foi o primeiro produto brasileiro a receber a certificação de Produção Integrada.

 

A Produção Integrada de Uva para Processamento foi desenvolvida pela Embrapa em parceria com instituições de pesquisa, de extensão e do setor produtivo, como a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Governo do Rio Grande do Sul (Emater/Ascar-RS), Tecnovin do Brasil, Cooperativa Nova Aliança, e as vinícolas Almadén, Luiz Argenta, Ravanello, Perini e Santa Maria.

 

No Brasil, a viticultura ocupa uma área aproximada de 82,5 mil hectares, produzindo anualmente em torno de 1,34 milhão de toneladas de uvas. A cultura da videira tem importante relevância socioeconômica para o País, sendo o Rio Grande do Sul o maior polo vitivinícola do Brasil, responsável por cerca de 90% da produção nacional de vinhos e sucos.

 

Entre 2010 e 2015, foram elaboradas e harmonizadas as normas PIUP, os Manuais Técnicos e os Documentos de Acompanhamento (Caderno de Campo, Caderno do Estabelecimento Vinícola e a Grade de Agroquímicos), que dão suporte à adoção do sistema de produção integrada. As normas PIUP foram então repassadas ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para publicação em Diário Oficial, de maneira que os produtores e as vinícolas interessadas possam adotar o sistema de forma oficial.

 

Segundo Silveira, a expectativa é que outras vinícolas tenham sua produção certificada e que os viticultores de outras regiões sigam a experiência e mostrem o caminho para outras empresas.

 

Viviane Zanella (MTb 14004/RS) 
Embrapa Uva e Vinho 

Contatos para a imprensa 
 
Telefone: (54) 3455-8084

 

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Terça, 08 Maio 2018 11:54

Será anunciado nesta terça-feira (08/05) o primeiro produto brasileiro de avaliação genômica para rebanhos leiteiros, cujo objetivo é selecionar animais geneticamente superiores. O serviço leva o nome de Clarifide Girolando e é voltado para essa raça bovina, resultante do cruzamento entre Gir Leiteiro X Holandês, e que é de grande importância para a pecuária leiteira nacional. A solução é fruto de parceria público-privada que envolveu a Embrapa, a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando e as empresas CRV Lagoa e Zoetis.

 

Segundo o pesquisador da Embrapa Gado de LeiteMarcos Vinícius Barbosa da Silva, o Clarifide é resultado de seis anos de pesquisas em genômica, genética molecular e bioinformática. “Reunimos o que há de mais avançado nos conhecimentos de genoma e sistemas computacionais para avaliar as informações provenientes de um chip com centenas de milhares de dados relacionados ao DNA bovino”, conta o cientista. A solução já está disponível no mercado. Os interessados devem procurar a Zoetis, caso se interessem em fazer a avaliação genômica de machos. Para a avaliação de fêmeas, a empresa credenciada é a CRV Lagoa.

 

A seleção dos animais superiores para os sistemas de produção de leite é feita a partir de uma amostra de material biológico que contenha células do bovino (veja no quadro abaixo a comparação entre o processo de melhoramento tradicional e a avalição genômica). As informações genéticas coletadas são comparadas com as que estão disponíveis no chip do Clarifide Girolando. Como resultado desse trabalho, o produtor recebe uma série de informações a respeito do animal, como produção e proteínas do leite, se é portador de genes que produzam defeitos genéticos, capacidade reprodutiva e outros dados necessários para que o processo de melhoramento do rebanho seja efetivo.

 

Melhoramento genético tradicional X seleção
por meio da avalição genômica

Alguns países já abandonaram os programas de melhoramento genético tradicionais, investindo na seleção genômica. Com o Clarifide Girolando, o Brasil começa a trilhar esse caminho para essa raça bovina. As vantagens da seleção por meio da avalição genômica em relação à tradicional incluem menor custo dos procedimentos e rapidez nos resultados.

Melhoramento tradicional

No melhoramento tradicional, por meio do teste de progênie, os indivíduos são comparados com base na produção de leite das filhas:

→ O criador seleciona o touro que ele acredita ser o melhor.

→ O touro é submetido a um pré-teste durante cinco meses, quando alguns critérios como a produção e a qualidade do sêmen são avaliados.

 Aprovado no pré-teste, o touro é inserido no teste de progênie propriamente dito.

→ Vacas de várias fazendas, que participam do programa, são inseminadas com o sêmen desse touro.

 As filhas do touro nascem, crescem, reproduzem e começam a produzir leite;

 Ao final da lactação, tem-se a produção da vaca.

→ As informações de interesse econômico coletadas durante este processo serão publicadas em um sumário, onde o touro será ranqueado.

 

Seleção antes de o animal nascer

A avaliação genômica abre grandes possibilidades para o melhoramento dos rebanhos. Ela permite, por exemplo, que o animal seja selecionado antes mesmo de nascer. É possível retirar uma pequena amostra (dez células) de um embrião após sete dias da fecundação in vitro (fertilização realizada no laboratório) e, por meio dessas poucas células, analisar todo o seu genoma. Caso o embrião possua as características desejáveis, ele é transferido para a vaca (barriga de aluguel) que irá proceder a gestação. Do contrário, poderá ser descartado. Além de economizar tempo, esse procedimento otimiza as barrigas de aluguel, pois a vaca passará a gerar somente os melhores embriões previamente selecionados.

Além da maior confiabilidade das informações, o coordenador do Programa de Melhoramento Genético da Raça Girolando (PMGG), Marcello Cembranelli, aponta a redução do tempo de avaliação dos animais, com a consequente redução dos custos, como a grande vantagem do Clarifide. Atualmente, a seleção de um touro para o teste de progênie (processo que indica os melhores reprodutores com base nas características das filhas) custa cerca de R$ 250 mil. Trata-se de um processo demorado, que pode durar por volta de dez anos.  Com o Clarifide Girolando, isso é racionalizado, pois os resultados saem na hora e não é necessário avaliar a qualidade das gerações seguintes para identificar um bom reprodutor.

A redução de custos permite que pequenos e médios produtores possam inscrever seus animais nos testes de progênie. Supondo que o criador tenha vários tourinhos (potenciais reprodutores) com o mesmo grau de parentesco (irmãos completos), caso o criador possua recursos para inscrever apenas um indivíduo no teste, a comparação do genótipo de cada um deles por meio do Clarifide Girolando definirá o tourinho mais adequado ao programa.

“A introdução da avaliação genômica no programa de melhoramento democratiza as oportunidades da seleção, na medida em que permite que um número maior de produtores tenha acesso ao serviço”, declara Cembranelli, que prevê: “Haverá um grande salto de qualidade no programa de melhoramento. Por isso, a Associação Brasileira de Criadores de Girolando investiu nas pesquisas o seu bem mais precioso: o banco de dados de produção e pedigree. Temos certeza que a avaliação genômica terá alta confiabilidade e será uma importante ferramenta de decisão para os nossos mais de três mil associados em todo o País”.

Para o produtor Guilherme Marquez, da Fazenda Santa Gertrudes, em Uberaba (MG), a avaliação genômica surge como um importante recurso para o processo de seleção dos animais.  “O Clarifide Girolando vem para nos dar mais informações e nos ajudar a antecipar as decisões, ou seja, conseguiremos ter resultados do processo de seleção com mais antecedência. Isso é de extrema importância para fazermos as mudanças necessárias no rebanho, de acordo com os planos de trabalho da fazenda. É muito importante para que possamos evoluir e ter animais melhores”, destaca o pecuarista.

 

Fruto de parceria público-privada

Clarifide Girolando é resultado de uma parceria público-privada formada pela Embrapa, pela Associação Brasileira de Criadores de Gado Girolando e outras duas empresas:

Zoetis – Líder mundial em saúde animal, utilizou sua experiência em genômica de outras raças de gado de leite e corte, como Holandês, Jersey, Pardo Suíço, Nelore e Angus, em diversos países. A companhia realizou a genotipagem dos 5,6 mil animais avaliados durante a pesquisa em seu laboratório no estado do Michigan, nos Estados Unidos.  De acrodo com Cleocy Fam de Mendonça Júnior, gerente de Produto de Bovinos de Leite da Zoetis, a avaliação genômica favorece tanto os grandes quanto os pequenos produtores, ao democratizar a genética. “O Clarifide Girolando é acessível ao pequeno pecuarista e esse é um fator especialmente importante neste momento em que a pecuária leiteira brasileira passa por transformações, reduzindo o número de propriedades e as margens de rentabilidade. O cenário requer profissionalização.” A companhia vai trabalhar com exclusividade no texto dos machos e terá foco na avaliação dos touros candidatos ao teste de progênie, pensando também em touros de monta natural e reprodutores que já estão sendo envolvidos nas centrais de inseminação.

CRV Lagoa – Integrante da CRV, cooperativa belgo-holandesa de melhoramento genético formada por 35 mil produtores, a CRV Lagoa forneceu ao projeto muitas informações de sua sede, na Holanda, abrangendo dados de touros holandeses que fazem parte dos acasalamentos do Girolando – o que contribuiu para fortalecer todo o processo de desenvolvimento da nova tecnologia. “Também participamos de pesquisas de mercado que ajudaram a associação e a Zoetis, fornecendo dados para que a Embrapa gerasse todas as informações durante o trabalho do processo no campo, captando informações e tornando cada vez mais viável a utilização do produto”, relata Cesar Franzon, gerente de Inovação e Rebanho da CRV Lagoa. A companhia vai trabalhar com exclusividade no teste dos machos e terá foco na avaliação dos touros candidatos ao teste de progênie, pensando também em touros de monta natural e reprodutores que já estão sendo avaliados nas centrais. A CRV Lagoa terá exclusividade nos testes para avaliação de fêmeas

 

Rubens Neiva (MTb 5445/MG) 
Embrapa Gado de Leite 
 
Telefone: (32) 3311-7532

 

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

 

 

Quinta, 12 Abril 2018 00:38

Desafio é a palavra que define todas as estratégias de crescimento da Rede Drogal. E de olho no avanço cada vez maior do mercado farmacêutico digital, o novo investimento é a plataforma virtual que acaba de ser lançada com o objetivo de atender clientes de todo o Brasil, mantendo a mesma atenção e segurança das 140 filiais físicas do Estado de São Paulo.



A plataforma e-commerce é interativa, com produtos de todas as linhas comercializadas pela Rede Drogal, para os públicos infantil, adolescente e adulto. É possível encontrar descontos e navegar pelos menus para escolher a marca preferida, comparar preços e, ainda, conferir as dicas de saúde para melhorar a qualidade de vida.



Desenvolvida em parceria com a empresa Convertize, especializada em sites responsivos como o e-commerce, a loja virtual possui mais de 12 mil itens de marcas renomadas e preços diferenciados. Internautas encontram produtos para os cuidados diários: medicamentos, produtos de higiene, beleza, infantil, dermocosméticos e suplementos. A grande novidade são os ortopédicos, incluindo tornozeleiras, imobilizadores, bolsas térmicas entre outros.  



O cliente também pode escolher a forma de entrega dos produtos. Na hora de finalizar a compra encontra duas opções: retirada gratuita na filial de preferência ou recebimento pelos Correios.  



Sempre comprometida com o cliente, a Rede Drogal disponibiliza no site a possibilidade de acompanhar a compra. Para isso, basta fazer o login, clicar em Meus Pedidos e ver a localização. “Entendemos a importância deste serviço para tranquilizar nossos clientes”, explica Marcelo Cançado, diretor administrativo da Rede Drogal. 



“Com a comodidade de compra em qualquer lugar do Brasil, facilidade de pagamento usando o cartão de crédito, inclusive com parcelamento, facilitamos a vida dos nossos clientes, que já solicitavam uma loja online, e expandimos o atendimento. Temos certeza que este serviço aumentará ainda mais a fidelidade com a marca Drogal”, reforça o diretor administrativo.  



Além de tornar a marca Drogal conhecida em todo o país, uma realidade no interior do estado de São Paulo, o e-commerce segue a tendência de modernidade da empresa fundada em agosto de 1935 no centro de Piracicaba. Desde a inauguração da Farmácia do Povo, a primeira da rede, a tecnologia norteia as expansões.   



Investimentos em tecnologia interligam todas as filiais ao Centro de Processamento de Dados da rede, possibilitando, assim, maior agilidade, rotatividade e segurança na reposição de estoques, bem como exatidão nas análises de resultados. “Mantemos o mesmo padrão na loja virtual para oferecer uma experiência única aos clientes”, garante Cançado. 



Os clientes ainda podem acessar os menus Serviços e Novidades onde são divulgados os eventos e os programas Momento Saúde e o Drogal Mais. O primeiro é voltado para auxiliar no tratamento da diabetes, hipertensão, colesterol, controle de peso e tabagismo; o segundo possui promoções, benefícios, vantagens e descontos especiais em cada compra. 



LISTA CHÁ DE BEBÊ


É cada vez mais comum fazer uma lista para o Chá de Bebê. São tantos produtos lindos e cheios de ternura que a Rede Drogal criou um espaço exclusivo na plataforma virtual para facilitar aos papais, mamães, familiares e convidados.  

Além das melhores marcas e preços acessíveis, este momento tão especial também pode ser compartilhado nas redes sociais. Outra facilidade: os presentes são entregues no endereço indicado, permitindo que a chegada do bebê seja tranquila e sem preocupações. O cadastro é gratuito e rápido.  

 

Fonte: Engenho da Notícia

Terça, 06 Fevereiro 2018 02:28

O aumento em 0,5% da gasolina e em 0,6% do diesel vale a partir desta terça-feira

 

A Petrobras reajustou os preços da gasolina para as distribuidoras em 0,5% e do diesel em 0,6%. O aumento vale a partir desta terça-feira. Esta foi a terceira correção neste mês. A que entrou em vigor no sábado teve os mesmos percentuais, e a que passou a valer na sexta-feira, ficou em 0,8% para a gasolina.

Na véspera, para o dia 1º, a estatal tinha anunciado reduções nos preços dos dois produtos. A queda para a gasolina ficou em 1,5% e no diesel em 1,4%.

 

De acordo com a companhia, a política de preços para a gasolina e para o diesel vendidos nas suas refinarias às distribuidoras tem como base o preço de paridade de importação, "que representa a alternativa de suprimento oferecido pelos nossos principais concorrentes para o mercado, na importação do produto".

Somado a isso, a empresa informa na sua página que é avaliada a margem que considera “os riscos inerentes à atividade de importação, como volatilidade da taxa de câmbio e dos preços”.

Ainda na sua página na internet, a Petrobras informa que, em busca de convergência no curto prazo com a paridade do mercado internacional, analisa a sua participação no mercado interno e avalia frequentemente se haverá manutenção, redução ou aumento nos preços praticados nas refinarias. “Sendo assim, os ajustes nos preços podem ser realizados a qualquer momento, inclusive diariamente”, apontou.

Tapeçaria Maracanã

Programa de reconstrução capilar

 Revista Época

Anunciante Clements

© 2017 - Grupo Interativo Negócios | Jornal Sumaré | Jornal Interativo | Site Interativo

Rua Conceição, 233 - CEP 13.010-916 - Campinas/SP

Fones: (19) 3384-6388 / 99283-6239 Whatsapp

E-mail: contato@jornalsumare.com.br

 

Edições semanais com 5 mil exemplares distribuídos em 175 pontos em toda cidade,
Em supermercados, bancas de revistas e jornais e algumas empresas.