Mercado teme direita rachada
O mercado financeiro não reagiu bem à indicação de Flávio à corrida presidencial. “A notícia foi mal recebida pelo mercado porque isso divide a oposição ao presidente Lula [PT]”, diz Rubens Cittadin Neto, especialista em renda variável da Manchester Investimentos.
Além de desarticular uma aliança ampla em favor da direita, a indicação pode ajudar na reeleição de Lula (PT). “Com isso as chances de Lula para 2026 sobem substancialmente”, afirma Fernando Bergallo, diretor da assessoria FB Capital, ao admitir ter havido um “movimento agudo especulativo” na sessão de hoje.
Hoje o juro restritivo de 15% [da taxa Selic] se deve ao fiscal mais expansionista [do governo]. A expectativa é de que a oposição traga um fiscal com mais austeridade. Então, quando ocorre um movimento que divide a oposição, e enfraquece o lado político que pode trazer a austeridade fiscal, o mercado acaba precificando muito mal.
Rubens Cittadin Neto, da Manchester Investimentos
O tombo de hoje
O anúncio reverteu imediatamente parte dos ganhos da Bolsa nesta semana. Ontem (4), o índice havia atingido seu recorde histórico ao ultrapassar a marca de 164 mil pontos. No início da tarde de hoje, antes do anúncio, ele chegou a subir a 165.023 pontos.
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