A boa notícia para o PT é que a aprovação do governo Lula segue a trajetória de alta. Segundo Tokarski, isso se deve principalmente à melhora na sensação econômica, provável resultado dos sucessivos programas anunciados, como o Desenrola 2, o fim da taxa das blusinhas e o financiamento para motoristas de aplicativos e taxistas.
“Com desaprovação abaixo de 50%, é possível se reeleger em um cenário de voto muito polarizado”, diz ele. “O saldo de reprovação do governo caiu de -6 para -1 (48% desaprovam x 47% aprovam). Todos os presidentes melhoram a aprovação no ano eleitoral. É muito provável que a avaliação do governo suba nos próximos meses”, justifica.
Na visão do núcleo duro da campanha petista, a pesquisa Nexus confirma o Datafolha e AtlasIntel. “O Flávio Bolsonaro caiu, o empate se desfez e Lula lidera. Como vivemos uma realidade de intensa polarização, esse era o cenário possível”, descreve a fonte. “O antibolsonarismo e o antipetismo são forças muito consolidadas, vide que Michelle (Bolsonaro), Ronaldo Caiado (PSD) ou até mesmo Romeu Zema (Novo) pontuam alto nas projeções de segundo turno. Mas Lula lidera, o momento é bom e devemos nos concentrar no objetivo de aumentar a aprovação do governo e reduzir a rejeição ao presidente”, afirma.
Tudo posto, duas conclusões emergem: a candidatura de Flávio não derreteu e ganha força para seguir, apesar das avarias, e Lula retoma o fôlego. Se tomar as decisões corretas, tem tudo para surfar a quadra mais positiva.
Share this content:
