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O inferno astral de Flávio não significa a melhora de Lula

O inferno astral de Flávio não significa a melhora de Lula


Em outras palavras, o antilulismo e antipetismo ainda são forças motrizes da campanha. O ganho político, por enquanto, para Lula são dois. Primeiro, tira da oposição (representada aqui pelo bolsonarismo) o triunfo eleitoral contra o PT desde pelo menos 2005, na esteira do mensalão: acusar Lula de corrupção. É o tema que caracteriza o cerne da rejeição ao petismo.

O segundo ganho para Lula é inviabilizar ou pelo menos adiar a aliança da direita com o centro, a depender do que ainda será divulgado sobre a relação de Flávio com Vorcaro. PP, União Brasil e Republicanos estão em compasso de espera. E só vão tomar uma decisão sobre quem apoiar depois da Copa do Mundo, no período das convenções partidárias, no final de julho. Nas palavras de um cacique do centrão à coluna: “Vamos esperar até o último minuto”. A postura de neutralidade, liberando os palanques estaduais, ganha força.

No PL, essa possibilidade preocupa. Além de querer mais tempo de TV, a aliança ampla com o centro transmite a imagem de moderação e diálogo. Sem esses partidos, a direita fica isolada em seu campo político.

Por ora, nenhum candidato do segundo pelotão ameaça de fato Flávio Bolsonaro. A maior ameaça à campanha bolsonarista é o próprio Flávio e o que ainda está por vir.



Fonte: UOL

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