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O que propõe a agenda liberal de Tarcísio que agrada ao PIB e investidores

O que propõe a agenda liberal de Tarcísio que agrada ao PIB e investidores


No evento promovido pelo Citibank no Museu de Arte Moderna, ele defendeu uma série de medidas com foco na reorganização das contas públicas e estímulo ao investimento privado:

  • Reforma orçamentária para desvincular receitas e despesas, o que abriria espaço para maior flexibilidade nos gastos públicos;
  • Desindexação do salário mínimo, medida controversa, mas vista com bons olhos por setores que buscam maior controle da política fiscal porque diminui o ritmo de gastos com a previdência; hoje o piso das aposentadorias é indexado ao salário mínimo;
  • Ampliação das privatizações, área em que Tarcísio acumula experiência como ex-ministro da Infraestrutura e como governador; foi sob sua gestão que a Sabesp, maior empresa de saneamento do país, foi privatizada;
  • Revisão dos benefícios fiscais, com foco em maior eficiência na alocação de recursos;
  • Reformulação dos programas sociais, incluindo uma “porta de saída” para os beneficiários e redução progressiva do custo desses programas.

Tarcísio também destacou sua experiência no governo paulista como um modelo de atração de investimento. Citou que a meta inicial de atrair R$ 220 bilhões em investimentos privados já foi superada, alcançando R$ 350 bilhões contratados até agora.

Para os investidores presentes à conversa promovida pelo Citi, a clareza da apresentação e a defesa de uma agenda de austeridade com capacidade de execução foram determinantes para o entusiasmo, conforme dois participantes do encontro relataram à coluna.

Não é a primeira vez que Tarcísio defendeu publicamente itens desta agenda em encontro de investidores. Em março em São Paulo, o governador já havia se apresentado como um contraponto às medidas do governo federal.

Naquela ocasião, ele havia demonstrado preocupação com a estratégia do governo do PT para isentar o imposto de renda de quem ganha até R$ 5.000 e tributar o capital. Segundo ele, a estratégia destruiria a poupança e dificultaria o investimento no país.



Fonte: UOL

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