Vias de negociação ainda estão entre técnicos. Haddad disse que não houve uma conversa oficial entre secretários de estado com os EUA, e voltou a culpar a direita por “impedir” o início das conversas. “Eu já disse e repito que nós não vamos sair da mesa de negociação. Se a nossa contraparte não quer se sentar à mesa, é um outro problema. E se há interesses de extremistas brasileiros que estão concorrendo contra os interesses nacionais, nós temos que administrar isso, internamente”, afirmou.
Governadores aliados deveriam fazer uma interlocução para “sensibilizar os personagens” a desimpedir as negociações. Haddad não nomeou diretamente Eduardo Bolsonaro (PL), que está nos Estados Unidos, e se referiu algumas vezes à “família Bolsonaro”. O ministro da Fazenda também afirmou que aceita sugestões dos estados. “Todas as medidas são bem vindas, e é bom quando o governador manifesta interesse. Até outro dia, eles estavam fazendo coro com o governo dos Estados Unidos. O fato de que eles estão preocupados nos ajuda, une o país em torno de um objetivo”, ponderou.
Governo estuda plano de contingência à tarifa, inclusive linhas de crédito. Haddad afirmou que o planejamento será apresentado ao presidente Lula (PT) na próxima semana. Hoje, ministros que fazem parte do comitê criado para avaliar o tarifaço receberam um relatório com todos os possíveis prejuízos.
“Eu acho que tem a ver com o Pix”. Apesar de achar estranha a “implicância”, Haddad considera que o método de pagamento é um ativo brasileiro, e que o Pix tem potencial para crescimento para tornar mais baratas as operações financeiras, e que isso pode ter irritado Donald Trump e também motivado o tarifaço.
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