A movimentação de levar a Petrobras de volta ao varejo de combustível é fruto de pressão política. Provável candidato à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem criticado publicamente os preços altos nas bombas, mesmo após a Petrobras ter promovido cortes nos valores cobrados nas refinarias.
Uma das maiores irritações do presidente está no gás de cozinha que, segundo ele, sai da Petrobras a R$ 37, mas triplica de preço quando é vendido ao consumidor. Paralelamante o governo vai por na rua um programa de distribuição de vale gás de cozinha para beneficiários de programas sociais.
Alinhada publicamente, a presidente da estatal, Magda Chambriard, tem reclamado em público que os descontos no atacado não vêm sendo repassados ao consumidor final.
Para aliados do governo e sindicatos petroleiros, a volta da estatal ao varejo seria uma maneira de baixar os preços.
A Vibra tem contrato de uso da marca Petrobras até meados de 2029, mas foi notificada no ano passado de que não haveria interesse da estatal em renovar esse acordo. Segundo a Bloomberg, ainda não está claro, contudo, se o plano de devolver a Petrobras ao varejo passaria pela recompra da Vibra ou pela criação de uma nova operação.
Não é de hoje que a privatização da BR Distribuidora está atravessada na garganta da base petista na Petrobras, composta sobretudo pelo sindicalismo. Desde que Lula voltou ao Planalto, ainda na gestão de Jean-Paul Prates na Petrobras, as queixas de dirigentes da Petrobras contra a operação privatizada são recorrentes.
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