Mercado reage à expectativa de fim do conflito. Estados Unidos e Irã estão perto de assinar um acordo de cessar-fogo de 60 dias que prevê a reabertura do Estreito de Hormuz e a venda livre de petróleo iraniano. Durante a trégua, o Irã também retiraria as minas colocadas no local para liberar a passagem de navios.
Casa Branca suspendeu bloqueio aos portos iranianos. Como parte da troca, os Estados Unidos também iriam conceder isenções de sanções para permitir que o Irã venda petróleo sem restrições.
Reabertura de Hormuz é condição para regularização da oferta de petróleo no mundo. A rota marítima que passa pela costa iraniana respondia, antes da guerra, por cerca de 20% do fornecimento global dessa que é a principal fonte de energia na matriz da economia mundial. Com início da conflito, trânsito de petroleiros pela região caiu de 150, em média, para menos de 20 passagens.
Reservas de petróleo foram liberadas para suprir queda do fornecimento. Os 32 países-membros da AIE (Agência Internacional de Energia) decidiram, de forma unânime, liberar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas emergenciais para o mercado enfrentar a redução do fornecimento da principal fonte da matriz energética da economia global.
Mesmo assim, projeções apontam queda de oferta e demanda de petróleo neste ano. Em relatório mensal divulgado em maio, AIE diz que o fornecimento diário mundial de petróleo neste ano vai diminuir em 3,9 milhões de barris por dia, para 102,2 milhões. Já o consumo, vai sofrer retração de 420 mil barris diários, para 104 milhões.
Por que Hormuz é tão estratégico?
Estreito de Hormuz é um gargalo que liga o golfo Pérsico ao golfo de Omã e ao oceano Índico. Antes do início da guerra, cerca de 20% do petróleo consumido no mundo passava por ali, o que torna qualquer ameaça à navegação um problema com efeito imediato no mundo.
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