Segundo o MP, os empresários pagavam os auditores para que facilitassem o ressarcimento de créditos de ICMS junto à Sefaz-SP. Toda empresa varejista têm direito ao ressarcimento, mas o procedimento, complexo e com prazos longos, era rapidamente liberado pelo auditor em favor das empresas investigadas. Além do fundador da Ultrafarma e do auditor fiscal, o diretor estatutário do grupo Fast Shop, Mario Otávio Gomes, também foi preso.
Faltou liderança, não é que não possa acontecer, mas, num escândalo dessa magnitude, alguma coisa falhou no funcionamento do cruzamento de dados, da investigação isenta.
Fernando Haddad, ministro da Fazenda
Como comparação, Haddad citou os descontos ilegais na folha de pagamento de aposentados do INSS. Ele disse que o governo “pagou” por “ter feito um bom serviço”. “Às vezes não é simples explicar para a população quando [o desvio] começou. A nossa CGU [Controladoria Geral da União] acaba de passar por isso, na questão do INSS: Uma coisa que começou em 2021, 2022, e que foi ganhando volume, ganhando volume, até que chegou alguém que fez o dever de casa e chegou à conclusão de que ali as coisas precisam parar”, disse. O MP, no entanto, acredita que os escândalo do ICM começou em 2021, quando o governador era João Doria (sem partido).
Quer dizer, quem para o esquema é quem deve levar os louros pelo bom trabalho que desempenhou. E muitas vezes aqueles que produziram esse resultado terrível para a sociedade ficam distante dos holofotes.
Fernando Haddad
Por meio de nota, a Sefaz-SP informou que está à disposição das autoridades. Afirmou que colabora com a investigação do Ministério Público por meio da sua Corregedoria da Fiscalização Tributária (Corfisp).
A Fast Shop disse que ainda não teve acesso à investigação. Ainda assim, diz colaborar com informações às autoridades competentes.
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