A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) disse, em nota, que a suspensão da China das importações de carne bovina e derivados de três frigoríficos brasileiros tem “caráter temporário e preventivo”.
“A Abiec acompanha, em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a suspensão temporária de três unidades frigoríficas brasileiras pelas autoridades sanitárias da China, em função da identificação de resíduos em desacordo com os requisitos sanitários chineses. A medida tem caráter temporário e preventivo, com o objetivo de permitir a rastreabilidade da matéria-prima e a adoção das providências técnicas necessárias pelas empresas envolvidas e pelas autoridades competentes”, esclareceu a Abiec na nota enviada à reportagem. “O tema segue sendo tratado no âmbito técnico entre Brasil e China, com vistas à rápida normalização da situação”, acrescentou a entidade.
Como mostrou na quinta-feira, 22, a reportagem do Broadcast Agro (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), a Administração Geral das Alfândegas da China (GACC) desabilitou as importações das unidades da JBS S/A, de Pontes e Lacerda (MT, SIF 51), PrimaFoods, de Araguari (MG, SIF 177) e Vale Grande Indústria e Comércio de Alimentos S/A, nome fantasia Frialto, de Matupá (MT SIF 4490), alegando presença de resíduos de acetato de medroxiprogesterona nas cargas.
A substância, utilizada como medicamento veterinário, é proibida na China.
A Abiec ressaltou que o Brasil tem um dos “sistemas de controle sanitário mais rigorosos e reconhecidos internacionalmente”.
“Com monitoramento contínuo ao longo de toda a cadeia produtiva e atuação permanente do Serviço de Inspeção Federal (SIF). As cargas apontadas pelas autoridades chinesas já estão sendo tratadas conforme os protocolos sanitários estabelecidos entre os dois países”, explicou a associação. “A Abiec reforça a confiança no sistema sanitário brasileiro e destaca que os demais estabelecimentos habilitados seguem operando normalmente, assegurando o fluxo das exportações de carne bovina brasileira ao mercado chinês”, disse.
Ao todo, 63 frigoríficos brasileiros estão autorizados a exportar carne bovina para a China. O país asiático é o principal destino da proteína nacional, com embarques que somaram 1,7 milhão de toneladas, gerando US$ 8,8 bilhões no ano passado.
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