Wellington Souza classifica a declaração como um “ataque ao Estado Democrático de Direito” e cobra uma posição firme da Prefeitura de Sumaré contra o que chamou de “separatismo político” na administração pública.
O vereador Wellington Souza partiu para o confronto direto contra a Prefeitura de Sumaré ao protocolar um ofício, nesta quarta-feira (11), exigindo do prefeito Henrique Stein Sciascio providências em relação ao subprefeito de Nova Veneza, André Luis Vieira Fernandes. A ação é uma resposta a um suposto áudio do subprefeito onde ele declara abertamente um boicote a cidadãos filiados ao Partido dos Trabalhadores (PT).
Para o vereador, não há meio termo: a atitude é um escândalo e um ataque direto à democracia.
“Chega de panos quentes. O que ouvimos nesse áudio é um absurdo completo, uma declaração que fere o Estado Democrático de Direito na sua essência”, disparou Wellington Souza. “Não é um simples deslize, é a confissão de uma prática criminosa. A Prefeitura não pode, em hipótese alguma, atuar com uma linha de separatismo, criando cidadãos de primeira e segunda classe com base no voto. Isso é inaceitável e nós não vamos tolerar.”
Na gravação que circula, a voz, supostamente do subprefeito, afirma sem rodeios: “Não foi pedido de ninguém, de PT, não, nem PT nos atende, só pra você ter ideia, tá bom?…”
Wellington Souza classifica a declaração como a oficialização de um “boicote às classes que não votaram na atual gestão”, transformando a máquina pública em um instrumento de perseguição política.
“Isso é a antessala de um governo autoritário. É dizer para o povo: ‘se você não votou em mim, você não tem direitos’. É usar o cargo público para se vingar de adversários políticos, e quem paga a conta é o cidadão comum, que precisa do serviço”, continuou o parlamentar. “Não pedimos esclarecimentos, nós exigimos uma atitude. Exigimos a apuração imediata e a punição severa do responsável. Um servidor com esse tipo de mentalidade não pode ocupar um cargo público.”
O ofício protocolado destaca que a conduta se enquadra perfeitamente como ato de improbidade administrativa, por violar de forma flagrante os princípios de impessoalidade, legalidade e moralidade.
“Não há diálogo com quem prega a segregação. Ou a Prefeitura de Sumaré mostra de que lado está – se do lado da Constituição ou do lado do aparelhamento político – ou ela será cúmplice dessa barbaridade. Não vamos aceitar que a nossa cidade seja dividida por revanchismo político”, finalizou o vereador.
Fonte: Renam Fernandes
Share this content:
