Acionistas do Itaú Unibanco defendem taxação de super ricos

A proposta de taxação dos super ricos ganhou a adesão de dois acionistas do Itaú Unibanco — e que integram o grupo de 141 mil brasileiros que passariama ser taxados em 10% por terem renda anual acima de R$ 1,2 milhão. Nos últimos dias, o ex-CEO do Itaú Unibanco Candido Bracher e o cineasta Walter Moreira Salles Jr, filho do fundador do Unibanco, saíram em defesa de mais impostos para os mais ricos.
Para Bracher, a proposta é “justa” e a modelagem da taxação é “inteligente”: “Parece-me difícil justificar que alguém com proventos superiores a R$ 100 mil por mês possa pagar menos de 10% de IR, quando computados todos os impostos sobre a renda a que está sujeito. Não vejo assim razão defensável para que deixemos de apoiar a aprovação dessa norma pelo Legislativo. Creio que, em a aprovando, o Congresso dará uma demonstração inequívoca de sua capacidade de alinhar-se aos objetivos do Executivo, quando esses são razoáveis, equitativos e visam ao equilíbrio e crescimento econômico. E todos teríamos a ganhar com esse gesto”, escreveu Bracher em artigo publicado na Folha de São Paulo.
Já o diretor de Ainda Estou Aqui defendeu a proposta durante um evento do Grupo Globo. “Temos a chance de construir um país mais justo e igualitário, corrigindo as distorções de um sistema que, como a gente sabe, cobra mais de quem tem menos. Quero deixar todo o meu apoio à tributação progressiva, meu apoio a taxação das grandes fortunas e democracia com justiça tributária.”
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