agro brasileiro contraria Trump sobre tarifas
Esta medida unilateral não se justifica pelo histórico das relações comerciais entre os dois países, que sempre se desenvolveram em clima de cooperação e de equilíbrio, em estrita conformidade com os melhores princípios do livre comércio internacional. (…) Os Estados Unidos e o Brasil em 200 anos de relações sempre estiveram do mesmo lado e não há qualquer razão para que essa situação se modifique. CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), em nota enviada à reportagem
Se concretizadas, tarifas vão prejudicar economias dos dois países, afirmam entidades. Na avaliação da Abag e da CNA, a medida imposta pelo governo Trump, além de impactar negativamente os negócios brasileiros do setor agropecuário, devem encarecer para empresas e consumidores norte-americanos diversos produtos como café, celulose, carnes, açúcar e sucos, que estão entre os itens nacionais mais exportados para os Estados Unidos.
Medidas desta natureza prejudicam as economias dos dois países, causando danos a empresas e consumidores. Qualquer análise das relações entre os Estados Unidos e o Brasil, seja no campo no comércio ou dos investimentos, terá sempre que concluir que essas relações sempre serviram aos interesses dos dois países, não havendo nelas qualquer desequilíbrio injusto ou indesejável. CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil)
“Se trata de uma questão política que precisa ser debatida entre os países”, divulgou ainda a Abag. “Afinal, tal ação não vai só desfavorecer o exportador brasileiro, mas também o próprio consumidor americano”, ressaltou a associação.
EUA são o principal comprador de café do Brasil e tarifa impactaria todo o mercado cafeeiro. Em declaração enviada hoje à imprensa, o diretor-executivo do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), Marcos Matos, afirma que a entidade acompanha com atenção o anúncio e que vem, junto à National Coffee Association e às empresas que a integram, trabalhando em uma “agenda positiva” para tratar da taxação junto à administração Trump.
É importante lembrar que o café gera muita riqueza nos Estados Unidos. Para cada um dólar de café importado são gerados 43 dólares na economia americana. São 2,2 milhões de empregos (…) e são gerados 343 bilhões de dólares na economia. (…) Então, temos a esperança de que o bom senso prevaleça porque nós sabemos que quem vai ser onerado é o consumidor norte-americano. E tudo que gera impactos ao consumo é ruim para o fluxo do comércio, é ruim para a indústria, é ruim para o desenvolvimento dos países produtores e consumidores. Marcos Matos, diretor-executivo do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil)
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