Após alta de 900%, ação da Embraer pode subir mais ainda, segundo BTG
A opinião dos analistas do banco de investimentos: a Embraer atravessa um momento operacional sólido. No segundo trimestre, a empresa entregou mais aviões do que o esperado, acumulou novos contratos e registrou um avanço significativo na entrada de PDPs (Pre-Delivery Payments, pagamentos antes da entrega).
Esses pagamentos são valores adiantados feitos pelas companhias aéreas no momento em que encomendam novas aeronaves, funcionando como uma espécie de sinal que demonstra o comprometimento com a compra. Além de indicar confiança no produto, os PDPs ajudam a Embraer a financiar a produção durante os meses (ou anos) que antecedem a entrega dos aviões.
O relatório também minimiza eventuais preocupações do mercado com o anúncio feito recentemente pela AirAsia, que assinou um memorando de entendimento com a Airbus para até 70 aeronaves do modelo A321XLR, num negócio que pode alcançar US$ 12,3 bilhões. A princípio, o acordo gerou dúvidas sobre o impacto para a Embraer, mas os analistas afirmam que não se trata de uma derrota para a fabricante brasileira. A coluna tratou deste caso aqui.
Isso porque a AirAsia opera hoje com frota exclusivamente composta por aviões da Airbus, e o A321XLR é um modelo de maior capacidade e alcance, fora do nicho regional em que a Embraer atua com seus jatos da família E2. Além disso, o CEO da AirAsia sinalizou recentemente o interesse em adquirir mais 150 aeronaves, incluindo aviões regionais — justamente o segmento no qual a Embraer concorre diretamente com o A220, da própria Airbus.
O relatório do BTG observa que, mesmo na Ásia, onde a presença da Embraer ainda é limitada, há espaço para avançar. E lembra que o próprio A220 vive um momento delicado, com notícias de aeronaves sendo desmontadas e rumores de que a Airbus pode lançar uma nova versão, o A220-500, para enfrentar desafios técnicos e comerciais.
A visão positiva sobre a Embraer também se apoia no bom desempenho da companhia no Paris Air Show, um dos principais eventos do setor aéreo, e no pedido de 55 aeronaves feito pela companhia aérea SAS, que reforçou a relevância global da empresa.
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