Bradesco processa diretor da Ambipar; entenda a situação da empresa

Bradesco Processa Diretor Da Ambipar; Entenda A Situação Da Empresa

Bradesco processa diretor da Ambipar; entenda a situação da empresa


Há suspeitas de que caixa foi esvaziado ou fraudado, segundo advogados. De acordo com o documento, a Ambipar teria alocado quase metade dos cerca de R$ 4,7 bilhões contabilizados como recursos em “caixa” em um FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios), chamado Fênix. Porém, esse ativo é “altamente volátil e de baixíssima liquidez”, segundo os advogados.

Ação observa ainda que o Fundo Fênix tem apenas dois cotistas — a Ambipar Incorporações e a fintech Ambipar Bank. E que nos últimos dias o fundo “passou por movimentações assaz suspeitas”, que “que sugerem que ele pode ter sido usado pelo Grupo Ambipar tanto para fabricar uma liquidez artificial no caixa da companhia, quanto para ocultar recursos do próprio grupo nesse obscuro fundo”.

A Ambipar aloca recursos no Fundo Fênix a partir da compra de créditos originados por empresas que pertencem à própria Ambipar, e contabiliza os recursos alocados no Fundo Fênix como “caixa” em seu balanço, o que, naturalmente, encerra uma grave ilegalidade, já que esses recursos — na verdade, expectativas de recursos futuros — deveriam ser registrados, se muito, como “contas a receber”, e não como caixa, dado se tratar de um recurso que depende do pagamento dos devedores dos recebíveis. Warde Advogados, em ação do Bradesco contra ex-diretor da Ambipar

Na ação, advogados do Bradesco afirmam que os acionistas e administradores estavam cientes de fraude nas contas da Ambipar. “[Dado que] não tomaram providência, e/ou que com ela foram negligentes e/ou coniventes, deverão ser responsabilizados pelos prejuízos que a repentina insolvência da companhia causou ao Bradesco”.

Entenda a situação da Ambipar

Na última segunda-feira (20), grupo Ambipar pediu recuperação judicial em caráter de urgência. Em fato relevante, a empresa justifica que a decisão é motivada pela sequência de eventos deflagrada após a descoberta de indícios de irregularidades na contratação de operações de swap com o Deutsche Bank. O episódio resultou no pedido de demissão do então diretor financeiro João Arruda.



Fonte: UOL

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