contador faz acordo com o Itaú para encerrar ação
O acordo foi protocolado hoje no Tribunal de Justiça de São Paulo e ainda precisa ser homologado.
O caso veio à tona em dezembro, quando o Itaú notificou o Banco Central e fez constar em ata o resultado de uma investigação do comitê de auditoria interna que descobriu que Broedel era sócio de Martins em uma empresa que emitia pareceres encomendados e contratados pelo próprio Broedel — um conflito de interesses que contraria a política internas do banco.
De 2021 a 2024, o Itaú contratou R$ 10,4 milhões em pareceres da empresa de Martins e Broedel. Eliseu ficava com 60% do valor dos contratos e repassava 40% para Broedel.
Eliseu tinha o Itaú como cliente há 40 anos. A sociedade com Broedel foi firmada em 2019. Na época, Broedel já estava no Itaú, mas ainda não era o CFO. Ele assumiu o cargo em 2021 e permaneceu até julho de 2024.
No acordo, Martins reconhece os repasses, mas afirma que não sabia que era Broedel quem solicitava e autorizava a contratação dos pareceres. Ele também diz desconhecer a existência de pagamentos por serviços não prestados. E que seus dois filhos, apesar de sócios das empresas contratadas, não tiveram nenhuma participação direta ou indireta. Abaixo a íntegra da nota de Martins:
“Atuei em sociedade de fato, não de direito, para prestação de serviços de elaboração de pareceres contábeis e consultorias com o Sr. Alexsandro Broedel Lopes, decorrente de longo relacionamento profissional, acadêmico e serviços prestados para diversas companhias, entre elas o Itaú.
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