Copom dá sinal de que seguirá com cortes nos juros se petróleo cair?
Mais do que isso, no comunicado de março, o Copom suprimiu uma menção clássica de seus textos — a informação de que “os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que, como usual, [o Copom] não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado”.
Um sinal eloquente de que a tendência é de continuidade dos cortes, embora nada diga sobre o ritmo das reduções. Há apostas de que o ritmo de redução da Selic será mais lento, terminando 2026 com a taxa basica em 12,5%. Mas também outras, com um acumulado de pelo menos três pontos percentuais de cortes, fechando o ano a 12% ou, para os mais otimistas, em 11,75%.
Além disso, outras afirmações contidas no comunicado reforçam a mensagem de que, se a guerra não atrapalhar, os cortes continuarão. O Copom, explicitamente, mostra-se satisfeito com os resultados da política de juros.
“Condições para ajustes”
Mesmo ressalvando que “o cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas e pressões no mercado de trabalho”, o Copom reconhece que “os indicadores do final de 2025 mostraram desaceleração da atividade econômica”.
Em outro parágrafo, o Copom foi ainda mais enfático em relação aos bons resultados da política de juros restritiva:
“O Comitê julgou apropriado dar início ao ciclo de calibração da política monetária, na medida em que o período prolongado de manutenção da taxa básica de juros em patamar contracionista propiciou evidências da transmissão da política monetária sobre a desaceleração da atividade econômica, criando condições para que ajustes no ritmo dessa calibração, à luz de novas informações, sejam possíveis de forma a assegurar o nível compatível com a convergência da inflação à meta” — comunicado do Copom de março de 2026
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