Dólar cai a R$ 5, e Bolsa registra nova baixa após recuo do PIB em março

Dólar Cai A R$ 5, E Bolsa Registra Nova Baixa Após Recuo Do Pib Em Março

Dólar cai a R$ 5, e Bolsa registra nova baixa após recuo do PIB em março


O Ibovespa voltou a cair. Após abertura ao redor da estabilidade, o principal índice de ações da B3 fechou aos 176.975 pontos, recuo de 0,17%. Após o fechamento em queda na sexta, o indicador acumulou retração de 3,7% nos cinco pregões da semana passada.

No exterior, o petróleo abriu a semana acima de US$ 110. O contrato futuro do barril do tipo Brent —referência mundial— subiu 2,6%, para US$ 112,10, maior valor em duas semanas. O petróleo WTI, referência nos EUA, fechou em alta de 3,33%, a US$ 104,38 o barril.

Ameaças de Donald Trump pressionam o setor. Ontem, o presidente dos EUA voltou a ameaçar “aniquilar” o Irã, dois meses e meio após o início da ofensiva contra Teerã. Por outro lado, o principal órgão de segurança do Irã anunciou hoje a criação de um novo órgão para administrar o Estreito de Hormuz, onde pretende cobrar um pedágio para a passagem de navios.

No Brasil, o mercado analisa a nova prévia do PIB. O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) referente a março registrou alta de 1,3% no primeiro trimestre do ano, ante o último trimestre de 2025. Em 12 meses, a variação foi positiva em 1,8%. Em comparação com fevereiro, porém, houve queda de 0,7% na série com ajuste sazonal (o que acontece sempre na mesma época do ano).

O resultado negativo no mês foi influenciado pela queda dos serviços (-0,8%), da indústria (-0,2%) e do agronegócio (-0,2%). (…) Esse ritmo deve desacelerar ao longo dos próximos trimestres, refletindo o avanço dos efeitos defasados da política monetária restritiva sobre a economia em conjunto com a redução gradual do impacto das medidas de estímulo implementadas pelo governo.
Rafael Perez, da Suno Research

Setor financeiro projeta inflação e juros maiores para o ano. A mediana das projeções para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) para 2026 subiu de 4,91% para 4,92%, segundo a nova edição do Boletim Focus, pesquisa do Banco Central com mais de cem profissionais do meio. Para a taxa básica de juros Selic, a mediana passou de 13% para 13,25% ao ano.



Fonte: UOL

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