Empresários e governo estão alinhados sobre tarifaço
Fernando Pimentel destacou que o governo americano precisa definir quem será o interlocutor para negociar o “tarifaço” imposto ao Brasil.
O bode foi posto na sala. Então é preciso definir quem serão os interlocutores do governo americano, porque do lado do governo brasileiro já está definido. O [vice-presidente] Alckmin capitaneia esse processo, o Itamaraty, eles vão liderar essa agenda.
Agora eu entendo que nesse instante, o setor privado tem um papel muito relevante. O Brasil tem forte relacionamento empresarial com os Estados Unidos, tanto investimentos de lá aqui como daqui e lá, mais de 3.000 empresas fazem operações dentro do Brasil.
Há complementaridade, há impactos, impactos grandes. Mesmo que nós não sejamos os maiores parceiros comerciais dos Estados Unidos, há impactos muito grandes, setores aeronáuticos, motores, máquinas, têxtil, calçados, todos os setores são afetados.
O nosso foco foi muito bem definido pelo vice-presidente, nós vamos tratar daquilo que é negociável, o que não é negociável nós não vamos discutir, nós vamos discutir as questões econômicas comerciais de relação de dois países que tem 200 anos de história de bom relacionamento e lutaram juntos numa Segunda Guerra Mundial com grandes investimentos no Brasil, grandes investimentos brasileiros lá.
Eu acho que tem coisas que não tem que discutir sobre interferência do funcionamento do nosso país. Isso não está fora da mesa.
Nessa nossa agenda conversada com o governo brasileiro hoje de diplomacia empresarial para destravar as negociações e para colocar em marcha uma solução que atenda aos interesses do Brasil e os interesses da contraparte norte-americana.
Fernando Pimentel, diretor Abit
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