Entidades comentam reunião com Alckmin sobre tarifas dos EUA
Avanço nas negociações em acordos paralelos. Mais especificamente, entre o Mercosul e UE (União Europeia) e com a EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio, na tradução livre), que reúne Islândia, Noruega, Liechtenstein e Suiça.
Estimativa aponta que US$ 40 bilhões em exportações podem ser prejudicadas pelo tarifaço. “Devemos negociar bem com os nossos clientes e, especialmente, com quem está nos Estados Unidos, para que eles façam uma defesa lá”, disse Pimentel.
“Governo e setor privado estão extremamente alinhados”. Nas palavras do presidente da Abit, foi a conclusão que pode ser observada após a reunião. “Os demais países do Mercosul estão taxados em 10%, e o Brasil nessa quantidade desproporcional. Queremos voltar ao status inicial dessa discussão para podermos chegar em uma solução que seja boa para os dois países”, complementou.
Falta de informações sobre os produtos taxados também causa temor na indústria. Janaina Donas, presidente-executiva da Abal (Associação Brasileira do Alumínio), que também participou da reunião, cita que não é possível saber se a taxa de 50% será acumulativa com os 10% já cobrados em outros produtos e nos 25% do aço e alumínio. Ela diz que uma consequência dessa dúvida é a reação de instabilidade nos investimentos. “Isso faz com que os investidores pensem duas vezes antes de tomar qualquer decisão e vai gerar, certamente, uma desaceleração econômica”, explicou.
CNI (Confederação Nacional da Indústria) também sugeriu estender o prazo para 90 dias. Eles haviam estimado em 110 mil as demissões que poderiam acontecer se o tarifaço for mantido. “O que temos aqui é um verdadeiro perde-perde, não faz sentido”, reclamou Ricardo Alban, presidente da confederação. “Saímos do piso [tarifário, de 10%] para o teto [de 50%] sem nenhuma motivação econômica”.
Embraer prevê demissões caso a tarifa seja aplicada a partir de 1º de agosto. Em entrevista coletiva mais cedo, o presidente, Francisco Gomes Neto, que também participou da reunião de manhã, disse estar otimista com uma possível revisão nas taxas. A empresa fabricante de aviões utiliza muitas peças importadas dos EUA, e estima que o preço das aeronaves possa ficar até R$ 50 milhões mais caro.
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