Ibovespa fecha em queda, com pressão sobre juros após dados de emprego
Também pesou sobre o mercado de ações a desconfiado com relação ao cumprimento das metas fiscais pelo governo, além da indefinição sobre as mudanças no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que não teve novidades apesar de reunião do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com os da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
“Esse temor faz com que os juros futuros subam, levando em especial as empresas varejistas, as small caps ações de menor capitalização de mercado, mais voláteis, e também as construtoras a um desempenho pior durante o dia”, explicou Josias Bento, sócio da GT Capital.
Ibovespa: confira as principais altas e baixas do dia
Com mais uma oscilação negativa para o’petróleo no mercado internacional, o dia foi ruim para as blue chips, como Petrobras (PETR3, -0,12%; PETR4, -0,60%), bem como para os principais bancos, com o Banco do Brasil (BBAS3, -1,58%) puxando a fila das quedas no setor.
Por outro lado, a Vale (VALE3), principal ação da carteira Ibovespa, reagiu e fechou pouco acima da estabilidade, com alta de +0,07%. As utilities também foram bem na sessão, com destaque para a Eletrobras (ELET3, +0,94%). A Petz (PETZ3, +2,38%) recuperou parte das perdas da véspera, enquanto a Azul (AZUL4, -6,80%) manteve a trajetória de queda após o pedido de recuperação judicial nos EUA.
Bolsas de Nova York sobem após judicialização de tarifas
No início do dia, a notícia de que o Tribunal de Comércio Internacional dos EUA havia anulado as ordens tarifárias do presidente Donald Trump embalou a abertura dos negócios, mas o entusiasmo global foi diluído ao longo do pregão, com os investidores passando a avaliar os impactos jurídicos e econômicos da decisão, que acabou revertida provisoriamente após apelação do governo. Mesmo assim, os principais índices norte-americanos terminaram o dia no azul.
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