indústria defende fonte como estratégica ao Brasil
Rodriguez também defendeu o domínio do ciclo produtivo como caminho para elevar o patamar industrial e científico do país. “Dominando o processo todo, a extração dos minérios, o enriquecimento, o desenvolvimento de reatores, estamos jogando em nível de desenvolvimento industrial, tecnológico e científico mais alto, dos atores mais importantes do mundo”, sustentou no Nuclear Summit.
Presidente da Abdan, Celso Cunha listou vantagens da energia nuclear e relacionou o tema ao cenário ambiental e geopolítico. “É limpa, gera energia em um espaço muito pequeno, é altamente eficiente e tecnológica”, disse no evento.
Cunha afirmou que independência energética é condição para crescimento econômico e apontou a estabilidade do fornecimento como diferencial. “É extremamente importante um país ser independente energeticamente. Um país dependente energeticamente não consegue crescer”, disse, também em entrevista à Agência Brasil.
Domínio do urânio e debate sobre resíduos
Representante da ENBpar, Mayara Mota afirmou que a empresa busca alternativas para o Brasil dominar o ciclo completo do urânio. “Hoje em dia, a conversão é feita fora do Brasil. Então, a ideia da usina de conversão é que a gente possa trazer a infraestrutura. A técnica para fazer isso a gente tem, falta a estrutura”, explicou no Nuclear Summit.
Conversão é a etapa que transforma o yellowcake (concentrado de urânio) em hexafluoreto de urânio, composto que facilita enriquecimento e transporte. O ciclo do urânio é monopólio do Estado e só pode ser realizado para fins pacíficos.
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