Inflação desacelera, apesar de alta da conta de luz e dos remédios

Inflação Desacelera, Apesar De Alta Da Conta De Luz E Dos Remédios

Inflação desacelera, apesar de alta da conta de luz e dos remédios


Inflação permanece acima do teto da meta. Mesmo com a perda de força em maio, o índice oficial de preços figura, pelo oitavo mês seguido, acima da margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para a meta de 3% definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional).

Furo da meta está previsto para este mês. Passou a valer em janeiro a determinação de que o BC (Banco Central) precisa dar explicações sempre que a inflação superar o teto por seis meses consecutivos. Para o cenário ser revertido, é necessário que o IPCA de junho apresente uma deflação de ao menos 0,57%, o que devolveria o índice acumulado em 12 meses para 4,5%.

Contas de luz

Tarifas de energia elétrica pesam no bolso. A alta de 3,62% da conta de luz residencial em maio representa uma aceleração após a queda de 0,08% dos preços em abril. O salto é motivado pela adoção da bandeira tarifária amarela, determinação da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) que eleva o valor das tarifas em R$ 1,885 a cada 100 kWh (quilowatt-hora) consumidos.

Contas não tinham cobrança extra desde dezembro. A tarifa adicional foi atribuída à redução das chuvas na transição do período chuvoso para o período seco. “A previsão de geração de energia proveniente de [usinas] hidrelétricas piorou, o que nos próximos meses poderá demandar maior acionamento de usinas termelétricas, que possuem energia mais cara”, disse a Aneel.

Peso das contas de luz será maior neste mês. A Aneel definiu que as tarifas do mês de junho terão a bandeira vermelha patamar 1, que eleva as cobranças em R$ 4,46 a cada 100 kW/h (quilowatt-hora). A definição também foi justificada pela redução da geração hidrelétrica, que aumentou a utilização de fontes de energia mais onerosas, como as usinas termoelétricas.



Fonte: UOL

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