Lula, sobre isenção do IR até R$ 5 mil: ‘É bom, mas é pouco’
Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a reforma tributária conduzida por Fernando Haddad ainda é insuficiente e defendeu maior taxação sobre os mais ricos. Declaração foi feita durante inauguração de novas estruturas do acelerador Sirius, em Campinas.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que o então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, hoje pré-candidato ao governo de São Paulo, começou a promover justiça tributária com a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
“É bom, mas é pouco. Era importante que fosse mais, porque as pessoas mais ricas pagam menos imposto”, declarou.
Lula também criticou o modelo de deduções do Imposto de Renda relacionadas a gastos com saúde.
“O pobre termina pagando o plano de saúde do rico. Como se conserta isso? Fazendo justiça tributária”, afirmou.
As declarações ocorreram durante a inauguração de quatro novas linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, no interior de São Paulo.
As novas estruturas têm como objetivo ampliar a capacidade de pesquisa do país em áreas estratégicas como saúde, energia, agricultura, clima, nanotecnologia e novos materiais.
Durante o evento, Lula defendeu investimentos em ciência e tecnologia e afirmou que o custo de não investir pode ser ainda maior para o país.
“Temos que começar a nos perguntar quanto custa não investir”, disse.
As quatro novas linhas receberam investimento total de R$ 230 milhões. Três delas, chamadas Sapucaia, Quati e Sapê, receberam R$ 200 milhões e fazem parte da primeira fase do projeto.
A quarta linha, chamada Tatu, recebeu R$ 30 milhões e marca o início da segunda fase de expansão do Sirius.
Segundo o governo, a primeira etapa do projeto já soma R$ 2,26 bilhões em investimentos. A segunda fase deve receber mais R$ 800 milhões.
Considerado a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil, o Sirius faz parte do grupo restrito de países que possuem fonte de luz síncrotron de quarta geração.
O equipamento funciona como um “supermicroscópio”, capaz de analisar estruturas em escala atômica e auxiliar pesquisas avançadas em diferentes áreas do conhecimento.
Entre 85% e 90% dos componentes utilizados no Sirius foram produzidos ou desenvolvidos no Brasil.
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