Momento é difícil para Brasil fazer a COP, diz líder da indústria

Momento É Difícil Para Brasil Fazer A Cop, Diz Líder Da Indústria

Momento é difícil para Brasil fazer a COP, diz líder da indústria


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já afirmou que não vem a Belém em novembro e desestimula o debate ambiental. Mussa diz avaliar que o norte-americano “é complicado”, mas que “não adianta chorar” e que o setor privado tem feito um debate paralelo.

O executivo diz que as recusas e tarifas podem criar uma oportunidade para outros países. “O movimento que os Estados Unidos fizeram também criou um outro movimento. O resto do mundo se fala mais. Eu vejo a própria União Europeia mais coesa, a Inglaterra conversando mais. Isso eu percebo no setor privado. Todo mundo tentando ter um plano maior.”

Mussa elogiou ainda a presidência do embaixador André Corrêa do Lago na COP30. “Ele está focando na implementação. Não tem muito mais o que a gente negociar, a gente já negociou há dez anos o Acordo de Paris. Agora é hora de implementar”, avaliou.

Representante da indústria, ele defende que o debate sustentável tem de passar pelo setor produtivo. “O setor privado responde por 84% das emissões globais. Então, quando a gente fala da solução, a solução para a questão climática passa pelo setor privado. Não dá para falar de não envolver o setor privado para implementar o que vai ser feito para resolver o problema.”

Neste ano, a SB COP pretende entregar três propostas da iniciativa privada para os chefes de Estado. “Já existem hoje muitos projetos em andamento no setor privado mundial que são bem-sucedidos: têm retorno financeiro, têm combate a mudanças climáticas, são escaláveis”, defende Mussa. “Então, a gente vai levar para o negociador e falar: ‘Olha, essa é a visão do setor privado para vocês negociarem aqui na COP’.”

Quase metade da indústria não se interessa pela COP

Pesquisa mostra o nível de interesse da indústria na COP30 Imagem: Reprodução/CNI



Fonte: UOL

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