‘Não foi governo que deixou mesa de negociação’, diz Haddad sobre IOF
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participou nesta manhã da reunião da Cúpula do Mercosul, em Buenos Aires. Em conversa com jornalistas, Haddad se mostrou otimista para a assinatura de um acordo comercial entre Mercosul e União Europeia e, em clima descontraído, aproveitou para cutucar o presidente da Câmara dos Deputados, ao dizer que “ainda espera uma ligação do (Hugo) Motta”, mas não vê crise com o Congresso. “Estamos pedindo para que o Supremo diga se o decreto é ou não é constitucional. Nada mais que isso”. Ministro também deixou claro que “não foi o governo que deixou a mensa de negociação.”
IOF em pauta
Ministro afirma que a questão do IOF é jurídica, não política. Para Haddad, levar ao STF (Supremo Tribunal Federal) não é uma afronta ao Congresso, mas sim definir a constitucionalidade do decreto que instituía aumento do imposto. “O que a Advocacia Geral da União fez é discutir a constitucionalidade do decreto do presidente da República. O Supremo tem que dizer se o decreto é constitucional ou não. Tem nenhuma questão, nem econômica nem política, envolvida.”
Não há crise entre os Poderes. Ministro negou o termo “traição” durante as negociações com o Legislativo, mas reforçou que “não foi o governo que deixou a mesa de negociação” com o Congresso. Também disse desconhecer as causas que levaram o Congresso a derrubar o decreto, após o acordo firmado no dia 8 de junho, numa reunião considerada “histórica” pelos participantes.
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