O organismo gigante que dominou a Terra e ainda desafia a ciência
Desde então, tais organismos enigmáticos foram sucessivamente classificados como plantas terrestres primitivas, algas e — mais comumente, nos últimos anos — como fungos gigantes. Vários estudos pareciam ter resolvido o mistério quando isótopos de carbono dos fósseis sugeriram que o Prototaxites se comportava como um fungo, absorvendo nutrientes de outros organismos.
No entanto, um novo estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Edimburgo pode mudar completamente nossa compreensão desses organismos. Depois de examinar três fósseis excepcionalmente bem preservados de Prototaxites taiti, encontrados no Cherte de Rhynie, na Escócia, a equipe chegou a uma conclusão surpreendente: esses organismos não se enquadram em nenhuma categoria conhecida de vida.
Por que Prototaxites não é um fungo?
A análise microscópica revelou características únicas que os diferenciam de qualquer ser vivo conhecido. Seu interior era composto por vários tipos de tubos, alguns finos e ramificados, outros maiores e curvos, e até mesmo alguns com estruturas semelhantes a anéis de crescimento, uma característica não encontrada em nenhum fungo atual.
A análise química foi igualmente reveladora. Os pesquisadores procuraram evidências de quitina, um componente essencial das paredes celulares dos fungos, mas não encontraram nenhum vestígio da substância. Esta descoberta é particularmente significativa porque outros fósseis de fungos encontrados no mesmo local retinham traços dela.
“Não foi encontrado nenhum grupo existente que exibisse todas as características definidoras dos Prototaxites”, observam os pesquisadores em seu estudo, publicado no servidor de pré-impressão bioRxiv e ainda sob revisão por pares. Essas características incluem sua estrutura tubular única, sua composição química particular e seu estilo de vida heterotrófico (alimentação de matéria morta).
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