Petróleo fecha em queda e despenca em maio com perspectiva de EUA-Irã
O petróleo fechou em queda nesta sexta-feira, 29, com o Brent chegando a operar abaixo de US$ 90 por barril pela primeira vez desde março, em meio a notícias de que Estados Unidos e Irã estariam nas etapas finais para anunciar um acordo que encerraria a guerra no Oriente Médio.
Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para julho fechou em queda de 1,73% (US$ 1,54), a US$ 87,36.
Já o Brent para agosto recuou 1,7% (US$ 1,58), a US$ 91,12 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).
Na semana WTI e Brent caíram 9,56% e 12%, respectivamente. No mês, a queda foi de 16,8% e 17,4%, respectivamente.
O Brent cedeu cerca de US$ 19 em maio, a sua maior queda mensal em dólares desde março de 2020, segundo dados da Dow Jones Market Data. O WTI, com baixa de US$ 17, registrou sua maior queda em dólares desde novembro de 2021.
Trump afirmou no início da tarde que se reuniria na Casa Branca para tomar uma decisão final em relação ao acordo com o Irã, o que levou o Brent a operar a US$ 89 logo após a informação. Para um acordo, o líder americano reiterou uma série de exigências que o Irã não demonstrou disposição para aceitar no passado.
Mais cedo, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que Teerã “não tem confiança em garantias nem em palavras” e que apenas os comportamentos são “o critério”, em meio a dúvidas sobre o cessar-fogo acordado com os EUA após novos ataques trocados entre os lados no Oriente Médio.
Para o analista do Price Futures Group, Phill Flynn, a queda dos preços do petróleo nesta sexta reflete a esperança dos investidores de que uma saída diplomática esteja ao alcance. “Isso é uma boa notícia para a estabilidade energética global e para os consumidores”, afirma.
Enquanto isso, no fronte da guerra na Ucrânia, um ataque de drones na madrugada contra a região russa de Yaroslavl provocou um grande incêndio em uma instalação de armazenamento de combustível. A refinaria tem sido repetidamente alvo de drones, incluindo ataques nos dias 8 e 13 de maio.
*Com informações da Dow Jones Newswires
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