Tarcísio fica refém do bolsonarismo e não tem vida fácil, diz ministro
Eu acho que foi um movimento no primeiro momento errado. Eu não entendi aquela posição. O governador pegar o avião, vim bater aqui em Brasília para fazer uma foto do Bolsonaro como se tivesse apoiando aquelas medidas de solidariedade ao bolsonarismo, em solidariedade a Eduardo Bolsonaro e em solidariedade as medidas que foram tomadas pelo governo americano.
Silvio Costa Filho
O deputado licenciado Eduardo Bolsonaro voltou a atacar Tarcísio de Freitas, que tenta negociar as tarifas que os EUA anunciaram sobre os produtos brasileiros — enquanto bolsonaristas defendem a anistia aos réus do 8 de janeiro. Bolsonaro disse que, para o governador de São Paulo, “subserviência servil às elites é sinônimo de defender os interesses nacionais”.
O ministro Costa Filho falou, no entanto, que Tarcísio, após observar as reações do mercado e da sociedade, refletiu corretamente e começou a dialogar e buscar soluções ao Brasil na questão econômica com os Estados Unidos.
Então depois, nas 24h depois, ele observou a reação do mercado, a reação da sociedade, a reação dos partidos de centro, que até sinalizam o possível apoio, e ele fez uma reflexão correta.
E acho que na vida ninguém perde por fazer as reflexões, nós já acertamos, nós erramos, e acho que nas últimas 72h ele fez uma reflexão para a agenda correta, que é a agenda do diálogo, da construção coletiva, de dialogar com o setor produtivo e também buscar a construção de uma agenda a favor do Brasil.
O emprego não é de direita, de esquerda, de centro. O emprego é do povo brasileiro. Então, na medida que você tem essas medidas do presidente Trump, de tarifar o Brasil em 50%, nós estamos colocando milhares ou milhões de brasileiros desempregados, porque as empresas não vão ter sustentação de manter essas exportações.
Silvio Costa Filho
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