Tarifaço trava venda de açaí para os Estados Unidos
Alex Carvalho, da Fiepa, diz que a instituição “tem atuado de forma institucional e diplomática, articulando-se com o governo do Pará, o governo federal e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para dialogar com autoridades norte-americanas e buscar alternativas que preservem a competitividade do açaí amazônico”.
Ele afirma que também estão em análise medidas de apoio, como linhas de financiamento específicas, seguro de crédito à exportação e incentivos à abertura de novos mercados.
“No entanto, a diversificação exige tempo, já que envolve barreiras sanitárias, certificações, custos logísticos e negociações contratuais. Ainda assim, trata-se de uma prioridade para reduzir a dependência de um único destino e fortalecer a resiliência da bioeconomia regional.”
Produção em baixa
Mudanças climáticas têm impacto direto na produção de açaí. O diretor da Acpab Rochinha Jr. relata que houve uma queda de cerca de 30% em relação ao ano passado. “O fruto está escasso. Os ribeirinhos estão perdendo muito devido à estiagem, porque não há irrigação, e porque não fazem o remanejo de terreno”, afirma.
Na comunidade de Itacoan Miri, no município paraense de Acará, o açaí é a base do sustento de cerca de 600 famílias, segundo o produtor quilombola Adelino Cardoso. Com a estiagem do ano passado, ele estima uma queda de 90% na produção do fruto. “Tive que fazer praticamente uma nova plantação, com um novo sistema de irrigação”, conta.
Share this content:



Publicar comentário