Tarifas dos EUA ainda não impactaram Embraer, que cresceu 44% em receita
Em termos operacionais, o EBIT ajustado (uma métrica para fluxo de caixa usada pelo mercado) somou R$ 359,2 milhões, com margem de 5,6%, também acima dos 0,8% do mesmo período do ano anterior. Já considerando o Ebitda ajustado, que também considera a depreciação de ativos, a margem foi de 9,7%, a maior em cinco anos.
A geração de caixa livre ajustada (sem Eve) foi negativa em R$ 2,3 bilhões, reflexo da preparação para um maior volume de entregas ao longo dos próximos trimestres. A dívida líquida, também desconsiderando a Eve, encerrou o período em R$ 2,7 bilhões.
Mesmo com o prejuízo líquido, o trimestre foi marcado por avanços operacionais e por confiança nas metas traçadas para o ano, com ênfase em expansão de entregas e controle da alavancagem. A companhia ainda aprovou o pagamento de R$ 51,4 milhões em dividendos, equivalentes a R$ 0,07 por ação, relativos ao exercício de 2024.
Tarifas dos EUA ainda não impactaram Embraer, que cresceu 44% em receita
Num primeiro trimestre sacudido pela incerteza após a imposição de tarifas pelo governo de Donald Trump, a fabricante de aviões brasileira Embraer encerrou o primeiro trimestre de 2025 com aumento expressivo de receita e retomada das entregas. Trata-se de uma sinalização importante, dado o peso estratégico do mercado norte-americano para a companhia.
A receita líquida atingiu R$ 6,4 bilhões, crescimento de 44% em relação ao mesmo período de 2024, no melhor desempenho para um primeiro trimestre desde 2016. O resultado foi puxado principalmente pelo aumento nas entregas: 30 jatos no total, sendo 7 comerciais e 23 executivos, superando em 20% o volume registrado um ano antes.
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