Trump dobrou tarifa do aço nos EUA; para uma empresa brasileira, foi ótimo
A decisão do presidente Donald Trump de dobrar para 50% a tarifa sobre o aço importado pelos Estados Unidos foi recebida como uma boa notícia para a Gerdau, fabricante de aço sediada em Porto Alegre, segundo analistas do BTG Pactual. Com 60% do seu Ebitda (uma métrica de fluxo de caixa) atrelado às operações na América do Norte, a siderúrgica brasileira tende a ser uma das principais beneficiárias da medida.
Sediada em Porto Alegre, a Gerdau iniciou sua operação na América do Norte em 1989, com a produção de aços longos no Canadá. Hoje, a companhia mantém 11 unidades industriais nos Estados Unidos e Canadá, voltadas à produção de aços longos e especiais.
O anúncio da alta da tarifa foi feito na última sexta, durante um comício em Pittsburgh, no estado da Pensilvânia, e as novas alíquotas entram em vigor já no dia 4 de junho. Para o BTG, mesmo um aumento conservador de 5% nos preços do aço nos EUA já geraria um impacto direto de 12% no Ebitda da Gerdau, além de elevar o fluxo de caixa projetado para 2026 de 10% para 13%.
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