veja fatos sobre a crise da Boeing
A investigação revelou, inicialmente, que a peça havia sido instalada sem os parafusos que deveriam prendê-la definitivamente, mas, apenas, com fixadores temporários. O caso levou à inspeção urgente de centenas de aviões e travou a expansão da produção do 737 Max, além de levar o CEO Dave Calhoun a anunciar sua saída, em meio a uma nova onda de críticas e desconfiança. O problema, porém, não foi com o modelo, mas com a filosofia de produção da empresa, que permitiu que o erro acontecesse.
Conforme o NTSB (National Transportation Safety Board, ou, Conselho Nacional de Segurança nos Transportes), o acidente foi causado por falhas na supervisão e treinamento de funcionários da Boeing. A investigação revelou que quatro parafusos essenciais estavam ausentes, devido a uma falha no processo de fechamento do painel na fábrica da Boeing, sem supervisão adequada.
Além da Boeing, o NTSB também criticou a ineficácia da FAA (Administração Federal de Aviação) em fiscalizar problemas recorrentes na qualidade dos processos da empresa, dividindo a culpa entre ambas.
“As deficiências de segurança que levaram a este acidente deveriam ter sido evidentes para a Boeing e a FAA”, definiu Jennifer Homendy, presidente do NTSB,
“Tenho muitas perguntas sobre o papel da FAA durante tudo isso. A agência é a última barreira de defesa quando se trata de garantir a segurança da aviação”, afirmou Jennifer durante a coletiva de imprensa de divulgação dos resultados da investigação.
Volta (temporária) ao topo
No começo de 2025, a Boeing voltou ao topo das fabricantes em número de aeronaves entregues, passando a Airbus, mesmo que temporariamente. Hoje, a Airbus voltou a ser a que mais entregou aeronaves, com 243 unidades entregues até maio de 2025, frente a 220 da Boeing no mesmo período.
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