Com petróleo a US$ 100, governo quer frear preços e reviver a estatal BR

Com Petróleo A Us$ 100, Governo Quer Frear Preços E Reviver A Estatal Br

Com petróleo a US$ 100, governo quer frear preços e reviver a estatal BR


Com a venda da BR, o Brasil não tem mais uma distribuidora estatal de combustíveis. A dona dos postos que levam o nome da Petrobras mudou de nome e hoje é Vibra Energia. A empresa não é mais controlada pela estatal desde 2019, quando foi privatizada na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A Petrobras vendeu o controle da companhia por cerca de R$ 9,6 bilhões. Na época, a participação da Petrobras na distribuidora caiu de 71% para 41%. Em 2021, a Petrobras se desfez de toda a sua participação na empresa e deixou de ser acionista. Hoje a Vibra tem capital pulverizado. Entre seus principais acionistas estão Nova Futura, Dynamo, Previ e BlackRock.

Como era a atuação da BR nos preços

A antiga estatal funcionava como uma proteção contra as variações internacionais do petróleo. A empresa reduzia os lucros na distribuição para evitar repasses imediatos aos consumidores brasileiros nos postos de combustíveis.

Ela atuava como balizadora de preços para o consumidor. Quando teve seu controle vendido, em 2019, a empresa tinha cerca de 25% do mercado e cerca de 7.800 postos de combustível pelo país. “Com essa fatia de mercado, ela tinha um papel na formação de preços. Se o consumidor via o preço num posto BR a R$ 5, e no outro posto a R$ 7, ficava claro que o que o cobrava R$ 7 estava com um preço abusivo”, diz Ticiana Alvares, diretora técnica do Ineep (Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra).

Segundo o Ineep, essa atuação nos preços só era possível porque a distribuidora fazia parte da Petrobras. Como atuava tanto na exploração do petróleo quanto na distribuição do combustível, a estatal fazia um balanço dos ganhos em cada atividade. Na prática, ela reduzia os ganhos na fase de exploração, que é mais lucrativa, para poder reduzir os preços na distribuição, onde as margens são mais apertadas. Por esse motivo, para voltar a ter uma atuação mais expressiva nos preços, a atuação estatal na distribuição de combustíveis precisaria ocorrer via Petrobras, avalia o instituto.



Fonte: UOL

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