com tarifaço, usinas de N e NE perderão R$ 5 bi em açúcar
No caso do Brasil, uma lei determina que a cota deve ser cumprida apenas por produtores de Nordeste e Norte. As duas regiões produzem por ano cerca de 2 milhões de toneladas de açúcar.
O principal estado atingido será Alagoas, que responde por 50% das exportações para os EUA. “Ao taxar em 50% nossas exportações, haverá uma inviabilidade dos preços. Em função disso, entendemos que se o comprador não assumir o custo da nova taxação, não haverá vendas para os EUA”, afirma o diretor financeiro e comercial da Usina Caeté, Araken Barbosa. A empresa é a maior exportadora de açúcar para os EUA de Alagoas.
“O efeito prático do tarifaço é que a cota vai deixar de existir porque isso não é uma tarifa, é uma proibição”, completa Pedro Robério, presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Alagoas.
Os EUA respondem por 15% do açúcar exportado de Alagoas. Mas o percentual do valor arrecadado é maior, representa 20%. O preço pago pelos EUA —de U$$ 600 por tonelada— é quase o dobro do resto do mercado mundial.
Dano permanente
Robério ainda vê um problema grave se o tarifaço impedir a venda nessa safra porque o valor da cota de cada país é definida com base na venda do ano anterior. “Se não encontrarmos uma solução até outubro, quando chegar em julho do ano que vem, e eles virem que o Brasil não cumpriu a parte dele, vão remanejar para outros países que estão entregando. Ou seja, vamos perder de vez, mesmo que seja um problema temporário”, alerta.
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